Quem corre ou faz ciclismo pode sim ter alterações nas condições cardíacas, mas isso não é necessariamente um problema; entenda!
Atletas de alto desempenho e pessoas que praticam exercícios de resistência intensivos, Apesar de maiores riscos de lesões,, como corrida e ciclismo, apresentam maior risco de lesões e alterações cardíacas, segundo o cardiologista Dr. Paul Thompson, professor emérito da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. Apesar disso, esses indivíduos tendem a ter maior longevidade em comparação aos sedentários, o que não justifica a interrupção das atividades que proporcionam prazer.
“Se divertam e, caso apresentem sintomas durante o exercício, como dificuldade respiratória incomum, palpitações aceleradas ou dor torácica, procurem um médico”, recomendou o especialista durante o Congresso Internacional de Medicina Interna em Buenos Aires.
Benefícios e limites do exercício físico
O maior benefício do exercício para a redução de doenças cardíacas ocorre ao se passar do sedentarismo para alguma atividade física. A partir desse ponto, aumentos adicionais no volume de exercício proporcionam reduções menores no risco. Em 2018, o Departamento de Saúde dos Estados Unidos recomendou entre 150 e 300 minutos semanais de exercício moderado, como caminhada leve, ou entre 75 e 150 minutos de exercício vigoroso, como corrida ou ciclismo.
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Volume ideal e riscos do excesso: Exercícios entre 150 e 300 minutos semanais de atividade vigorosa, ou entre 300 e 600 minutos de atividade moderada, estão associados à redução máxima da mortalidade cardiovascular. Embora volumes maiores, até 900 minutos semanais, continuem a reduzir o risco em comparação ao sedentarismo, os ganhos adicionais são menores. O exercício intenso e prolongado pode levar a alterações estruturais crônicas no coração, incluindo hipertrofia, cicatrizes e aumento do risco de arritmias, podendo exigir o uso de marca-passo.
Exemplo histórico e explicações fisiológicas: Dr. Thompson citou o atleta olímpico Clarence De Mar (1888-1958), conhecido como “Mr. Marathon”, que apresentou aterosclerose coronariana significativa na necropsia, apesar de ter coronárias com diâmetros normais. O crescimento do músculo cardíaco em atletas de resistência pode causar estiramento e hipertrofia, favorecendo áreas de cicatrização e possíveis complicações cardíacas.
Panorama
Apesar dos riscos associados ao exercício intenso, o principal problema de saúde cardiovascular global continua sendo o sedentarismo. A recomendação é buscar equilíbrio na prática de atividades físicas para maximizar os benefícios e minimizar os riscos.