Longa conta a trajetória de uma tribo norte-americana alvo de um genocídio; ouça a crítica de André de Castro no ‘Cinema’
O longa Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, é uma obra que promete dividir opiniões. Com duração de 3 horas e 26 minutos, o filme narra a história real da tribo indígena Osage, dizimada pelo povo americano em busca de petróleo em suas terras na década de 20.
A Decadência do Protagonista
O filme acompanha a decadência moral do personagem de DiCaprio, sobrinho de De Niro, que se envolve em um conflito interno ao participar da destruição da tribo. Sua passividade e ações questionáveis o tornam um protagonista incomum, que, apesar de central na narrativa, não representa o heroísmo tradicional.
Uma História de Amor e Destruição
A trama se desenvolve em meio a um romance entre o personagem de DiCaprio e uma jovem Osage, interpretada por Lily Gladstone. Esse relacionamento gera um conflito interno no protagonista e adiciona uma camada emocional à história da destruição sistemática da tribo. A atuação de Gladstone é elogiada, sendo considerada por muitos como roubo de cena.
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Um Filme que Incomoda e Questiona
Scorsese opta por apresentar o ponto de vista do personagem de DiCaprio, um homem branco, ao invés de focar na perspectiva indígena. Essa escolha, juntamente com a longa duração e a falta de um final “satisfatório”, pode desagradar alguns espectadores. No entanto, o filme cumpre seu papel ao provocar questionamentos sobre a construção de riqueza dos EUA através da destruição de um povo. A direção técnica e o figurino são outros pontos altos da produção, que se configura como uma obra-prima que certamente gerará debates e concorrerá a prêmios.



