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Câncer de colo de útero é o terceiro que mais mata mulheres no Brasil

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Câncer de colo de útero
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Um levantamento recente do Ministério da Saúde revelou um aumento preocupante de quase 30% nas mortes por câncer de colo de útero no Brasil, entre 2002 e 2012. Apesar dos avanços nas técnicas de prevenção e da crescente disponibilidade de informações, a doença continua a ceifar vidas em nosso país.

A Desigualdade Regional no Acesso à Saúde

De acordo com o Dr. Diossesio Andrade, do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto (Inorp), a principal justificativa para esses números alarmantes reside na baixa assistência médica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam para uma prevalência significativa de casos nessas regiões, refletindo a dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde e a escassez de profissionais qualificados.

Prevenção Primária e Secundária: As Chaves para Reduzir a Incidência

O câncer de colo de útero é considerado uma doença totalmente prevenível. A realização anual do exame Papanicolau e a consulta ginecológica, após o início da vida sexual, são medidas cruciais para a detecção precoce de lesões. Em países desenvolvidos, a incidência desse tipo de câncer é tão baixa que ele sequer figura entre os mais prevalentes. No Brasil, a situação é diferente, com a região Norte apresentando uma incidência de câncer de colo de útero superior à de câncer de mama.

HPV e a Importância da Vacinação

O desenvolvimento do câncer de colo de útero está diretamente relacionado à infecção pelo HPV, uma doença sexualmente transmissível. Além dos exames preventivos, a vacinação contra o HPV representa uma importante ferramenta de prevenção primária. Campanhas de conscientização, direcionadas a jovens a partir dos 13 ou 15 anos, e a vacinação em massa são estratégias eficazes para reduzir a incidência da doença. No entanto, a baixa adesão à vacinação, muitas vezes motivada pelo medo e pela desinformação, representa um desafio a ser superado.

A conscientização e o acesso à informação são ferramentas poderosas na luta contra o câncer de colo de útero, permitindo que mais mulheres se protejam e busquem tratamento em estágios iniciais da doença.

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