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Estelionatários se passam por empresas para cobrarem por falsos exames admissionais

Vítima pagou R$ 160 para participar dos falsos tetes; avaliação é de responsabilidade do empregador
Estelionatários se passam por empresas
Vítima pagou R$ 160 para participar dos falsos tetes; avaliação é de responsabilidade do empregador

Vítima pagou R$ 160 para participar dos falsos tetes; avaliação é de responsabilidade do empregador

Golpistas têm explorado a vulnerabilidade de trabalhadores desempregados ao se passar por grandes empresas e cobrar valores indevidos pelo chamado exame admissional. A prática já tem causado prejuízos em diferentes estados do país e acendido alertas entre candidatos a vagas de emprego.

Como o golpe é aplicado

O esquema costuma começar com uma mensagem por SMS, em nome de portais de emprego conhecidos, direcionando a vítima para um contato via WhatsApp. No primeiro contato, o suposto recrutador informa que o candidato foi pré-aprovado para a vaga, muitas vezes sem entrevista, e solicita o envio de documentos pessoais.

Em seguida, é exigido o pagamento por um exame admissional, com valores que, em média, variam entre R$ 150 e R$ 160. Os golpistas prometem o reembolso assim que o trabalhador começar a exercer a função — reembolso que, na prática, nunca ocorre.

Responsabilidade pelo exame e por que a fraude engana

O exame admissional é um procedimento obrigatório e realizado por médicos do trabalho quando a contratação ocorrer sob o regime CLT. Entretanto, o custo desse exame deve ser arcado pelo empregador. A cobrança direta ao candidato, por isso, configura indício claro de fraude.

O uso de nomes de empresas conhecidas e de portais de recrutamento torna o golpe mais convincente, confundindo quem busca uma recolocação e enfrenta dificuldades financeiras. Essa combinação torna as vítimas mais propensas a aceitar pedidos de pagamento na esperança de garantir a vaga.

Como se proteger e o que fazer em caso de golpe

Especialistas recomendam verificar sempre as informações por canais oficiais da empresa anunciada — como site corporativo ou telefone institucional — antes de enviar documentos ou qualquer quantia. Não faça pagamentos para supostos processos admissionais; empregador é quem deve custear os exames prévios à contratação.

Outras medidas úteis são: conferir se a comunicação partiu mesmo do portal de empregos, não fornecer dados sensíveis por WhatsApp, bloquear e denunciar números suspeitos e registrar boletim de ocorrência se houver perda financeira. Órgãos de defesa do consumidor e as próprias plataformas de emprego podem ser acionados para tentar coibir práticas fraudulentas.

O alerta vale especialmente para quem está em situação de desemprego: checar procedência e evitar pagamentos antecipados é a principal forma de reduzir o risco de cair neste tipo de golpe.

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