Pesquisa foi realizada pela USP de Ribeirão Preto; entenda mais detalhes na entrevista da pesquisadora Lívia Pimenta Bonifácio
Mais de um ano após o surgimento do Sars-CoV-2, a comunidade científica busca compreender as diferentes reações à Covid-19 e suas potenciais sequelas, como fraqueza, fadiga, problemas de memória, falta de ar e perda de olfato.
Sequelas da Covid-19: Uma Pesquisa na USP
Um estudo realizado pela USP de Ribeirão Preto revelou que 64% dos pacientes atendidos em ambulatório pós-Covid apresentaram sintomas persistentes até seis meses após o início da doença. A pesquisa, liderada pela fisioterapeuta Lívia Pimenta Bonifácio, indica que pacientes com comorbidades pré-existentes (como diabetes e hipertensão), idosos e sedentários tendem a sofrer impactos maiores. Entretanto, mesmo casos leves podem apresentar sintomas prolongados, sugerindo que o perfil do paciente, e não apenas a gravidade da infecção, desempenha um papel crucial.
Fatores de Risco e Duração dos Sintomas
Embora a pesquisa não tenha encontrado diferenças significativas entre gêneros, a duração e a natureza dos sintomas permanecem incertas. A complexidade da Covid-19, inicialmente focada no sistema respiratório, mas posteriormente afetando outros sistemas como o cardiovascular e o musculoesquelético, requer mais tempo de estudo para determinar se os sintomas são sequelas permanentes ou de quanto tempo persistirão. A recomendação para retomada de atividades físicas depende da avaliação individual, mas a manutenção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e atividade física regular, é fundamental para a recuperação.
Leia também
Saúde Mental e Perspectivas Futuras
Alterações cognitivas, como perda de memória e lentificação do raciocínio, foram observadas na pesquisa, embora relatos de alterações de humor sejam menos frequentes. O impacto da pandemia e do isolamento social na saúde mental também é um fator relevante a ser considerado. Embora a pesquisa se baseie em uma amostra específica (pacientes com casos moderados a graves), destaca-se a importância da busca por atendimento médico em caso de sintomas persistentes. A manutenção de cuidados gerais de saúde, incluindo higiene e uso de máscara, continua crucial.



