Para crítico, a produção retrata os três grandes amores de Bonaparte: França, exército e Josephine; entenda na coluna ‘Cinema’
O filme Napoleão, dirigido por Ridley Scott, foca na psique e na vida pessoal do imperador francês, em detrimento de grandes batalhas épicas.
Um retrato íntimo de Napoleão
Ao contrário do que muitos esperam, o longa não se concentra em longas sequências de guerra. As batalhas, embora presentes e extremamente violentas, são rápidas e servem como pano de fundo para explorar o triângulo amoroso entre Napoleão, a França e sua esposa, Josefina. O filme destaca a complexa relação de Napoleão com o poder, a ambição e o amor, mostrando como esses elementos se entrelaçam e influenciam suas decisões.
A atuação de Joaquin Phoenix e a visão de Ridley Scott
Joaquin Phoenix entrega uma performance elogiada como Napoleão, apesar de alguns críticos argumentarem que a falta de outros atores para o papel limitou a exploração de todo o seu potencial. Ridley Scott, por sua vez, apresenta um trabalho considerado seu melhor em anos, superando produções anteriores como Casa de Gucci. A versão para o cinema, com 2h38, é complementada por uma versão estendida de 4 horas disponível em streaming, que promete aprofundar a narrativa.
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Uma nova perspectiva histórica
Napoleão não se preocupa em ser um retrato fiel e cronologicamente preciso da história. Assim como outras obras de ficção histórica, como Maria Antonieta de Sofia Coppola, o filme utiliza a linguagem cinematográfica para transmitir a grandeza e a complexidade de um personagem histórico, focando em sua vida pessoal e seus relacionamentos. A ascensão e queda de Napoleão são apresentadas de forma visceral, com cenas de violência crua, incluindo a guilhotina, que não poupam detalhes.



