Grupo, formado majoritariamente por jovens entre 25 e 29 anos, não estuda e nem trabalha; Dimas Facioli comenta o assunto
A participação de jovens na economia brasileira é um tema crucial para o desenvolvimento do país. Um estudo recente aponta que a parcela da população entre 25 e 29 anos que não estuda nem trabalha (chamados de “nem-nem”) pode acarretar uma perda de até 10 pontos percentuais no potencial de crescimento do PIB em 30 anos.
O Impacto Econômico dos Jovens “Nem-Nem”
De acordo com dados do IBGE de 2022, o Brasil possuía 10,9 milhões de jovens “nem-nem” na faixa etária de 15 a 29 anos. Destes, 36,45% estão na faixa dos 25 aos 29 anos, representando um contingente significativo que se mantém fora do mercado de trabalho e da educação. O estudo, realizado pelo Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), projetou o impacto econômico considerando a renda potencialmente gerada por essa população caso tivesse maior escolaridade, similar à do Chile, por exemplo.
Comparação Internacional e a Necessidade de Políticas Públicas
A comparação com o Chile revela uma diferença significativa nos níveis de educação superior: 40,5% da população chilena possuía ensino superior completo em 2020, enquanto no Brasil este índice era inferior a 23%. Essa disparidade se reflete no PIB per capita, 1,5 vezes maior no Chile. Além disso, estudos internacionais mostram que o Chile ocupa posição mais favorável em relação à empregabilidade de jovens na América Latina, enquanto o Brasil não foi incluído em tais avaliações por não pertencer à OCDE. A necessidade de políticas públicas eficazes em nível municipal, estadual e federal se torna evidente para reverter esse cenário.
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A solução apontada passa por investimentos significativos em educação, adaptados às necessidades e ao perfil dos jovens de hoje. É preciso criar um ambiente de aprendizado atrativo, com aplicações práticas e que os motive a participar ativamente do processo. Somente assim será possível reduzir o número de jovens “nem-nem”, impulsionando o crescimento econômico e o desenvolvimento tecnológico do Brasil, além de melhorar a qualidade de vida desses jovens e suas famílias.