Mônica Moura afirmou, em delação premiada, que recebeu dinheiro da Cutrale para promover petista na eleição municipal
Delação de Mônica Moura Implica Palocci em Caso de Caixa Dois
A marqueteira Mônica Moura, em delação premiada à Procuradoria Geral da República, afirmou que o ex-ministro Antônio Palocci exigiu, em 2004, que parte do pagamento da campanha de reeleição do então prefeito de Ribeirão Preto, Gilberto Magione (PT), fosse feita de forma não declarada. Mônica e seu marido, o marqueteiro João Santana, são investigados por indícios de terem recebido dinheiro de caixa dois por trabalhos em campanhas eleitorais.
Sigilo Quebrado por Decisão do STF
Na tarde de ontem, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, determinou a retirada do sigilo das delações premiadas do casal, incluindo a de André Luiz Rei Santana, um de seus funcionários. Segundo Mônica Moura, o pedido de Palocci teria sido feito durante a negociação dos valores do marketing para a campanha de Magione. Palocci assumiu a prefeitura de Ribeirão Preto antes de ser nomeado Ministro da Fazenda por Lula em 2003. Magione, no entanto, não chegou ao segundo turno das eleições, vencidas por Saulo de Castro.
Tentativas de Contato sem Sucesso
A reportagem tentou contato com o escritório do advogado José Roberto Bato, que defende Antônio Palocci, mas não obteve retorno. O ex-prefeito Gilberto Magione e o ex-assessor de Palocci, Jocelino Dourado, também não foram localizados para comentar o assunto. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Ribeirão Preto informou que os membros da diretoria não foram localizados.
A revelação de Mônica Moura adiciona um novo capítulo às investigações sobre caixa dois em campanhas políticas, trazendo à tona supostas irregularidades na campanha de reeleição de um prefeito petista e envolvendo um ex-ministro de grande relevância no governo Lula.



