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MP rejeita proposta de acordo feita pelo advogado de Michel Pierri

Empresário que está com pedido de prisão preventiva era dono do site de compras coletivas Pank junto com a esposa Viviani Emílio
MP rejeita proposta
Empresário que está com pedido de prisão preventiva era dono do site de compras coletivas Pank junto com a esposa Viviani Emílio

Empresário que está com pedido de prisão preventiva era dono do site de compras coletivas Pank junto com a esposa Viviani Emílio

O Ministério Público (MP) rejeitou a proposta de acordo apresentada pelo advogado do empresário Michel Pierre Sintra, que buscava evitar a prisão preventiva de seu cliente em troca de sua apresentação à justiça. Sintra, proprietário dos sites Punk e Stop Play, é acusado de lesar cerca de 80 mil consumidores em todo o país, em um golpe estimado em R$ 250 milhões.

Rejeição do Acordo e Prisão Preventiva

Segundo as investigações, o casal Sintra vendia produtos online que não eram entregues ou enviava mercadorias falsificadas. O promotor Arul do Costa Filho justificou a rejeição do acordo, afirmando que a liberdade do casal não é negociável neste momento, dada a gravidade dos crimes e a necessidade de preservar a ordem pública. Ele ressaltou que a colaboração futura de Sintra, como a revelação do paradeiro dos bens e o compromisso de reparar os danos, poderia levar a uma reconsideração.

Defesa e Ressarcimento das Vítimas

O advogado de defesa, Esma Marcilho de Freita Jr., negou as acusações contra seu cliente e afirmou desconhecer seu paradeiro. Ele garantiu que todos os clientes lesados pelos sites serão ressarcidos. A advogada de Viviane Boa-femílio, Maria Claudia Seixas, não se manifestou sobre o caso, alegando sigilo processual.

Investigações em Andamento e Bloqueio de Bens

A justiça bloqueou os imóveis do casal, avaliados em quase R$ 5 milhões, que poderão ser usados para indenizar as vítimas em caso de condenação. O MP aguarda informações de bancos, do Detran e de outras instituições para formalizar a denúncia contra o casal por associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo. Uma funcionária da empresa deve prestar depoimento à polícia.

O caso continua em investigação, com um novo encontro agendado entre o promotor e o advogado de Michel Pierre Sintra para a próxima segunda-feira. A expectativa é que novas informações possam surgir para auxiliar no desfecho do caso.

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