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‘Não existe uma recuperação, mas sim uma revegetação’, explica Marcelo Marini

Segundo o ambientalista, os danos são irreversíveis e o trabalho constitui desde o início do processo
revegetação
Segundo o ambientalista, os danos são irreversíveis e o trabalho constitui desde o início do processo

Segundo o ambientalista, os danos são irreversíveis e o trabalho constitui desde o início do processo

Os incêndios recentes em Cravinhos e região trouxeram à tona os impactos devastadores da seca, das geadas e da consequente degradação da qualidade do ar. Conversamos com o professor Marcelo Marín Pereira de Sousa, especialista em política ambiental da USP, para entender a gravidade da situação.

Impactos Devastadores e Recuperação Demorada

O professor Marcelo destaca a recorrência de períodos de seca intensa, agravados pelas mudanças climáticas. A recuperação após queimadas é extremamente lenta, podendo levar décadas. A perda de biodiversidade é significativa, especialmente em áreas com pouca vegetação nativa. A recuperação de unidades de conservação afetadas é ainda mais desafiadora, devido à escassez de vegetação no entorno.

Ações Necessárias do Poder Público e da Sociedade

Para minimizar os danos, o professor aponta a necessidade de ações conjuntas do poder público e da sociedade. O poder público deve investir em brigadas de incêndio, melhorar o acesso às áreas afetadas, realizar a limpeza de rodovias e promover a conscientização ambiental. A sociedade, por sua vez, deve evitar ações que possam causar incêndios, como jogar bitucas de cigarro e realizar queimadas ilegais para expansão de áreas de cultivo.

Qualidade do Ar e Saúde Pública

A queimada impacta diretamente a qualidade do ar, causando problemas respiratórios na população. A combinação de poeira levantada pelo solo exposto e partículas nocivas da queimada resulta em níveis críticos de poluição, principalmente em regiões agrícolas como Ribeirão Preto. Essa situação configura um grave problema de saúde pública, exigindo medidas urgentes para reverter o quadro.

Em suma, a situação ambiental na região é preocupante, demandando ações imediatas de prevenção e combate a incêndios, além de uma mudança de postura por parte da sociedade e do poder público. A preservação ambiental deve ser prioridade para garantir a saúde da população e a sustentabilidade da região.

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