Quem analisa é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
O Brasil tem sido palco de tragédias envolvendo abuso infantil, casos como os de Henri, no Rio de Janeiro, e Joaquinha, em Ribeirão Preto, expõem a gravidade do problema. Em ambos, as mães tinham conhecimento das agressões sofridas pelas crianças, mas mantiveram o relacionamento com os agressores.
O Perfil do Agressor
A psicóloga Dani Elzeot destaca que, na maioria dos casos, o agressor é alguém próximo à criança, como pais, padrastos, tios ou irmãos, alguém em quem a criança confia. A especialista aponta para a psicopatia e o transtorno de personalidade antissocial como fatores relevantes no perfil desses indivíduos, que veem a criança como um objeto descartável, sentindo prazer no sofrimento alheio.
A Importância da Denúncia
A psicóloga enfatiza a importância da denúncia em casos suspeitos de abuso infantil. A lei 13.010/2014 (Lei do Garoto Bernardo) criminaliza os castigos físicos e o tratamento cruel ou degradante contra crianças e adolescentes. A denúncia pode ser feita anonimamente pelo Disque 100 ou diretamente ao Conselho Tutelar. A dúvida deve ser superada pela ação, pois a responsabilidade pela proteção infantil é de todos.
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Prevenção e Ação
Profissionais de saúde também têm um papel crucial na detecção e denúncia de casos de abuso. A suspeita de agressão, mesmo sem provas concretas, deve levar à notificação das autoridades. A prevenção e a denúncia são fundamentais para proteger as crianças e garantir um futuro sem violência. A sociedade como um todo precisa se engajar na proteção das crianças, denunciando qualquer suspeita de abuso e contribuindo para um ambiente mais seguro.