Coluna fala sobre o novo filme ‘O Predador’, de Shane Black
Dos confins do espaço até as ruas do subúrbio, a saga Predador retorna com uma nova versão, dirigida por Shane Black. A reinvenção da franquia traz criaturas mais fortes, inteligentes e mortais, geneticamente evoluídas.
Novos Predadores e Velhos Problemas
Segundo Marcos de Castro, crítico de cinema, os fãs da saga podem se decepcionar, enquanto os novatos podem se surpreender positivamente. O filme supera as duas últimas versões, mas fica aquém do clássico de 1987, dirigido por John McTiernan. A escolha de Shane Black, conhecido por seus roteiros de ação dos anos 80, visava resgatar a essência do filme original, mas o resultado não atinge esse objetivo.
Ação e Efeitos
O filme apresenta um grupo de soldados com passados conturbados, um clichê comum no gênero. A trama envolve um Predador mais evoluído que ameaça a raça humana, resultando em muitas cenas de ação e efeitos especiais. Embora o terceiro ato, focado em ação, seja o melhor, os efeitos especiais são considerados medianos. Elementos como a personagem da cientista Olivia Moon e o menino autista, filho do soldado principal, Jacob Trumblin, são considerados desnecessários e soltos na narrativa.
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Elenco e Veredito
Apesar das falhas, o filme entrega ação e combate. No entanto, a tensão e suspense do original de 1987 estão ausentes. No elenco, Jacob Trumblin e Olivia Moon se destacam, apesar de seus personagens terem pouca relevância para a trama principal. O filme, apesar do sucesso de bilheteria nos EUA, não faz jus ao legado do personagem, segundo Marcos de Castro.



