Mesmo com a primeira fase concluída, internacionalização do aeroporto Leite Lopes ainda é uma realidade distante
Nesta edição do nosso jornal, abordamos as últimas atualizações sobre a situação do Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto.
Obras Concluídas, mas Internacionalização Distante
As obras de melhoria no Aeroporto Leite Lopes, iniciadas em setembro de 2018, foram concluídas no último sábado. Foram implantadas áreas de giro nas cabeceiras da pista, construído um acostamento na pista de taxiamento e reforçada a pista de acesso ao pátio. Apesar disso, a internacionalização do aeroporto permanece distante, pois o processo na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) encontra-se parado aguardando documentação do operador do aeroporto, a DAESP. O secretário estadual de Logística e Transporte, João Otaviano Machado Neto, afirmou que, com as obras concluídas, o aeroporto terá capacidade para receber mais passageiros e cargas, e que o processo de concessão a investidores privados deve ocorrer ainda este ano.
Investimentos Paralisados e Infraestrutura Precária
Apesar das melhorias na pista, a falta de liberação para pouso de aeronaves cargueiras preocupa investidores. Carlos Ernesto Campos, diretor presidente da TEAD (Terminais Aduaneiros do Brasil), relatou investimentos de R$ 54 milhões em um terminal de cargas que permanece inoperante devido à falta de infraestrutura adequada na pista. Ele afirma que a pista precisa atingir 2.100 metros para utilização integral da área e que pretende cobrar a restituição de tempo do contrato de administração do terminal de cargas devido à paralisação das operações. A prefeitura divulgou o fim das obras, mas a DAESP afirma que a conclusão está prevista para 31 de janeiro.
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Fiscalização de Trenzinhos Após Acidente Fatal
Outro assunto abordado foi a reunião na Câmara Municipal de Ribeirão Preto para discutir a fiscalização dos trenzinhos turísticos após um acidente fatal que vitimou um jovem de 17 anos e feriu duas crianças. A reunião, marcada para hoje às 14h, contará com a participação da Fiscalização Geral da Prefeitura, Polícia Militar, empresários, Associação dos Trenzinhos e Guarda Municipal. A vereadora Glaucia Berenice, autora da lei que regulamenta os trenzinhos, destacou que, após 5 anos da aprovação da lei, apenas um dos mais de 30 trenzinhos na cidade está regularizado. A fiscalização se intensificou após o acidente, com mais de 10 trenzinhos notificados, enquanto apenas uma fiscalização havia sido registrada antes do ocorrido. A situação da infraestrutura viária próxima ao aeroporto também foi criticada, com relatos de asfalto deteriorado e falta de manutenção.
Diversas questões em Ribeirão Preto, desde a infraestrutura aeroportuária até a segurança dos transportes turísticos, demandam atenção e soluções urgentes. Acompanharemos os desdobramentos dessas situações e informaremos nossos leitores sobre os próximos passos.