Paralisação já ultrapassa a marca de 100 dias; em Ribeirão Preto apenas um do dez funcionários da categoria está trabalhando
A dificuldade em agendar perícias no INSS tem gerado incertezas para muitos segurados. Em Ribeirão Preto, a situação é particularmente crítica, com a unidade da Quito Junqueira operando com capacidade reduzida, impactando diretamente o atendimento aos contribuintes.
A Saga do Agendamento
Seu Rock Souza Filho, de 54 anos, é um exemplo da problemática enfrentada. Afastado do trabalho desde setembro, ele se deparou com a burocracia e a demora para conseguir agendar a perícia. Além disso, Souza Filho relata a existência de uma cota máxima de atendimentos diários, o que o impediu de ser atendido em uma primeira tentativa. Após remarcações e longas esperas, a data da perícia foi agendada incorretamente, adiando ainda mais a resolução de sua situação.
Alternativas Legais
Diante da dificuldade em agendar a perícia, o advogado especialista em previdência, Ilario Boc, orienta que o segurado pode recorrer à avaliação judicial. Essa medida busca garantir o acesso ao benefício por meio de uma perícia determinada pela Justiça, assegurando que a necessidade do segurado seja devidamente avaliada.
Impacto da Paralisação
A situação enfrentada pelos segurados é agravada pelas paralisações que afetaram o INSS ao longo do ano. Greves de servidores e peritos resultaram no fechamento de agências e no acúmulo de pedidos de benefícios. Estima-se que mais de 1,5 milhão de perícias deixaram de ser realizadas, impactando o tempo médio de agendamento, que saltou de 20 para 63 dias.
Em meio a reivindicações por melhores condições de trabalho e reajuste salarial, a espera por atendimento no INSS se torna um desafio para aqueles que dependem da Previdência Social.



