Segundo o Infosiga, a faixa etária mais vitimada na cidade é entre 18 e 24 anos; perito judicial, Felipe Gomes, analisa os dados
O comportamento dos motoristas é um fator determinante para a segurança no trânsito, Por que os jovens são os que mais morrem no trânsito de Ribeirão?, especialmente entre os jovens de 18 a 24 anos, faixa etária que registra o maior número de mortes, segundo dados do Infociga. Felipe Gomes, psicólogo e perito judicial, destaca que a impulsividade e a propensão a comportamentos de risco tornam esse grupo mais vulnerável a acidentes.
Segundo Gomes, muitos acidentes poderiam ser evitados com mudanças no comportamento dos condutores. Ele ressalta que, apesar das frequentes campanhas e reportagens sobre segurança no trânsito, os índices de acidentes continuam crescendo. Para ele, a principal falha está na falta de investimento do poder público em educação para o trânsito desde a infância, o que compromete a formação da cidadania e a conscientização dos futuros motoristas e pedestres.
Educação e comportamento no trânsito: Felipe Gomes enfatiza que a educação para o trânsito deveria ser incorporada desde os primeiros anos escolares, para que as crianças aprendam sobre segurança e responsabilidade no trânsito. Essa educação, segundo ele, não só prepara os jovens para dirigir com mais segurança, mas também influencia o comportamento dos adultos, já que as crianças levam o conhecimento para dentro de casa, podendo transformar a cultura familiar.
O psicólogo destaca ainda que o exemplo dado dentro de casa é fundamental para a formação de hábitos seguros no trânsito, mas que a escola tem um papel importante ao reforçar essas práticas e ampliar o alcance das mensagens de conscientização.
Políticas públicas e infraestrutura: Além da educação, Gomes aponta a necessidade de melhorias na infraestrutura e no transporte público como estratégias para reduzir o número de acidentes. Ele menciona que um transporte público de qualidade e acessível poderia diminuir a frota de veículos nas ruas, reduzindo o risco de acidentes. No entanto, ele ressalta que essas medidas não substituem a necessidade de mudança comportamental.
O psicólogo critica a falta de interesse e vontade política para implementar políticas públicas eficazes que integrem educação, fiscalização e melhorias na infraestrutura viária. Segundo ele, a ausência dessas ações contribui para que os números alarmantes de mortes no trânsito continuem elevados, configurando uma situação comparável a uma epidemia ou guerra.
O papel da mídia e da sociedade: Felipe Gomes reconhece o trabalho da mídia em informar e educar a população sobre segurança no trânsito, mas alerta que essa atuação isolada não é suficiente. Ele defende que a responsabilidade deve ser compartilhada entre a sociedade, o poder público e as instituições educacionais para promover uma mudança cultural efetiva.
O psicólogo destaca que a educação para o trânsito é uma questão de civilização e que, com o investimento adequado, é possível formar uma sociedade mais consciente e responsável, capaz de reduzir os índices de acidentes e mortes.
Entenda melhor
Os jovens entre 18 e 24 anos são os principais envolvidos em acidentes de trânsito devido a características comportamentais como impulsividade e busca por emoções. A educação para o trânsito, iniciada na infância, é fundamental para formar motoristas e pedestres conscientes. Além disso, políticas públicas que melhorem o transporte público e a infraestrutura viária são essenciais para reduzir a frota de veículos e os riscos associados.



