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Preso na Operação Piratas do Caribe usou cabelos de clientes para forjar provas

Suspeito de integrar grupo que fez um ataque à Brink's, em 2018, trabalhava em um salão de beleza; ele foi preso nesta segunda
Operação Piratas do Caribe
Suspeito de integrar grupo que fez um ataque à Brink's, em 2018, trabalhava em um salão de beleza; ele foi preso nesta segunda

Suspeito de integrar grupo que fez um ataque à Brink’s, em 2018, trabalhava em um salão de beleza; ele foi preso nesta segunda

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Piratas do Caribe, com o objetivo de prender suspeitos de envolvimento em uma tentativa de assalto à empresa de transporte de valores Brinks, ocorrida em Ribeirão Preto em outubro de 2023. A operação resultou em 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão, com 9 pessoas presas até o momento.

Investigação e Células Criminosas

As investigações começaram após uma intensa troca de tiros entre policiais e bandidos, que resultou na morte de um suspeito. A Polícia Civil descobriu a existência de várias células criminosas articuladas em São Paulo, Campinas e Minas Gerais, planejando ataques a empresas de valores e carros-fortes. Uma das presas, detida em dezembro de 2023 por tráfico de drogas, já era monitorada pela polícia e possuía em sua propriedade drogas, armas e explosivos.

Estratégias e Apreensões

A polícia descobriu que os criminosos utilizaram mechas de cabelo de clientes de um salão de beleza onde um dos suspeitos trabalhava na reforma, na tentativa de atrapalhar as investigações. Durante as operações em Campinas e Ortolândia, foram apreendidos R$ 25 mil, aparelhos eletrônicos, dinheiro, cartões bancários, celulares, relógios, roupas de grife e ferramentas utilizadas nos crimes. Armas de grosso calibre, como fuzis K-47 e Colt M4, foram apreendidas, além de armas enterradas em Ortolândia.

Motivos do Fracasso e Consequências

O delegado Gustavo André Alves explicou que a estrutura física da empresa Brinks, a ação rápida da Polícia Militar e o avançar do dia, que comprometeu o fator surpresa, impediram que os criminosos levassem o dinheiro. Os presos responderão por tentativa de latrocínio, organização criminosa, explosão e outros crimes. As investigações continuam, pois o grupo é extenso e as ações são coordenadas para que as células continuem cometendo crimes. O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Estado de São Paulo, João Ozinski Jr., afirmou que a quadrilha investiu cerca de R$ 1 milhão no assalto frustrado.

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