Índice não registrava queda nos produtos desde setembro do ano passado; ouça a análise de Nelson Rocha Augusto
O programa CBN Economia discutiu a deflação do IPCA em junho e suas causas. Segundo Nelson Rocha, analista econômico, a queda significativa da inflação se deve a uma combinação de fatores.
Safra Agrícola e Preços de Insumos
Uma safra agrícola abundante e a redução nos preços de insumos industriais, como minério de ferro e petróleo, contribuíram para a deflação. A queda no câmbio também impactou os custos de produtos com referência internacional.
Impacto nos Preços e Perspectivas Futuras
Embora os preços permaneçam altos para o consumidor, a inflação calculada mês a mês mostra queda. Espera-se uma continuação dessa tendência, com pequenas reduções nos preços de alimentos e produtos industriais, exceto automóveis, devido à retirada de subsídios governamentais. O setor de serviços, por sua vez, deve manter preços mais elevados devido à alta demanda por mão de obra e ao período de férias.
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Dívidas da População e Políticas Governamentais
O programa também abordou a alta taxa de endividamento da população brasileira. Apesar da melhora da economia no primeiro semestre, as dívidas antigas, acumuladas durante a pandemia e períodos de alta inflação e desemprego, persistem. A taxa de juros elevada agrava a situação, mas a expectativa é de redução de juros, o que deve facilitar o pagamento das dívidas. O governo lançará o programa Desenrola Brasil, que visa auxiliar pessoas com renda de até R$ 2 mil a quitar suas dívidas.
A queda da inflação nos Estados Unidos também foi discutida, com projeções de fechamento do ano na casa dos 3%. Isso reduz a probabilidade de novas altas na taxa de juros americana, impactando positivamente a economia global, incluindo o Brasil. A análise econômica do Banco BRP foi destacada como a melhor projeção do IPCA entre diversas instituições financeiras e consultorias.