CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você conhece aquela pessoa que se ofende com tudo?

Psicóloga Danielle Zeoti comenta sobre esse mecanismo de defesa na coluna 'CBN Comportamento'
pessoa que se ofende
Psicóloga Danielle Zeoti comenta sobre esse mecanismo de defesa na coluna 'CBN Comportamento'

Psicóloga Danielle Zeoti comenta sobre esse mecanismo de defesa na coluna ‘CBN Comportamento’

Pessoas que maximizam conflitos: um comportamento que gera sofrimento

Reações desproporcionais e mecanismos de defesa

Quem nunca se deparou com alguém que transforma pequenas discussões em grandes conflitos? Uma brincadeira mal interpretada, uma conta de restaurante, qualquer situação pode se tornar um palco para uma reação exagerada, com agressividade e aumento da tensão. Mas o que leva algumas pessoas a reagirem dessa maneira tão intensa?

As raízes do comportamento: infância, genética e saúde mental

A psicóloga Dani Zeotti explica que esse comportamento muitas vezes é resultado de mecanismos de defesa, construídos ao longo da vida. Fatores genéticos e hormonais, experiências negativas na infância, principalmente a sensação de rejeição, contribuem para a formação dessa personalidade. A ferida da rejeição, seja real ou fantasiada, pode fazer com que a pessoa reaja de forma impulsiva a qualquer situação que lhe lembre essa experiência, projetando seus medos e inseguranças no mundo externo.

Esse comportamento pode estar associado a transtornos de personalidade, como o transtorno paranoide, narcisista e borderline. No caso do transtorno paranoide, a pessoa acredita que o mundo conspira contra ela; no narcisismo, há um senso de superioridade exacerbado; e no borderline, a impulsividade e instabilidade emocional são características marcantes. Em todos os casos, é fundamental buscar ajuda profissional.

Lidando com a situação e buscando ajuda

Diante de uma pessoa que reage de forma explosiva, a melhor estratégia é evitar o confronto. Entender que a briga não é com você, mas com a própria pessoa, ajuda a manter a calma e a não alimentar o conflito. Sair do ambiente, buscar ajuda de terceiros para apartar a situação sem tomar partido, são atitudes importantes. Se o comportamento se tornar crônico, a ajuda médica é imprescindível, incluindo avaliação psiquiátrica e psicoterapia para lidar com as frustrações e construir um autoconhecimento mais saudável. O tratamento pode envolver medicação, como antipsicóticos em baixas doses ou estabilizadores de humor.

Compartilhe

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.