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‘100 pessoas podem infectar outras 170’, afirma infectologista da USP sobre contágio em Ribeirão

Taxa de transmissão da Covid-19 é considerada alta na cidade e o ideal é que o índice fique abaixo de 1, segundo especialista
contágio em Ribeirão
Taxa de transmissão da Covid-19 é considerada alta na cidade e o ideal é que o índice fique abaixo de 1, segundo especialista

Taxa de transmissão da Covid-19 é considerada alta na cidade e o ideal é que o índice fique abaixo de 1, segundo especialista

O índice de transmissão da Covid-19 voltou a subir em Ribeirão Preto, atingindo 1,7. Isso significa que cada 100 pessoas infectadas podem transmitir o vírus para outras 170. Em apenas um mês, o índice saltou de 0,5 para 1,7, um aumento significativo e preocupante.

Aumento da Transmissão e Preocupações

Em entrevista à CBN, o médico infectologista Dr. Benedito Lopes da Fonseca explicou que esse índice de transmissão (Rt) é calculado com base em óbitos, casos e internações. Para controlar uma epidemia, o Rt precisa ser inferior a 1. A taxa de transmissão em todo o estado de São Paulo está ainda mais alta, em 1,88. O Dr. Fonseca destaca a imprevisibilidade da doença, já que não é possível saber quem está infectado, reforçando a importância do distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos.

Aglomerações e Comportamento de Jovens

Uma ouvinte relatou o aumento de festas e aglomerações em seu condomínio, mesmo após a fase vermelha. O Dr. Fonseca confirmou que há um aumento de internações em jovens, que frequentam esses eventos, e que, mesmo apresentando sintomas mais leves, são transmissores do vírus para pessoas mais vulneráveis, como pais e avós, aumentando a taxa de letalidade.

Projeções Futuras e Cenários Possíveis

O especialista explicou que a taxa de transmissão é calculada diariamente e que, com o aumento atual, é esperado um crescimento no número de casos e óbitos nas próximas semanas. Comparando com a experiência da Europa na segunda onda, o Dr. Fonseca ressalta que o Brasil não vivenciou um lockdown, o que contribui para a oscilação dos números de casos. Ele alerta para as sequelas da doença, mesmo em casos moderados, como dificuldades respiratórias e de concentração. O aumento da taxa de transmissão indica um aumento nos casos, e infelizmente, na taxa de letalidade.

Apesar da preocupação, o Dr. Fonseca reforça que o objetivo não é torcer pelo aumento de casos, mas sim alertar a população e preparar o sistema de saúde para o aumento da demanda. A busca por um equilíbrio entre a saúde pública e a manutenção do comércio é um desafio complexo, mas a prioridade deve ser a preservação da vida humana.

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