Vitor Tumas, médico neurologista, fala sobre a como um rápido diagnóstico pode ser essencial para a realização do tratamento
Hoje, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, o repórter Guilherme Leone conversou com o neurologista Victor Tumas, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, sobre os principais aspectos do diagnóstico, do tratamento e das causas da doença.
Diagnóstico e tratamento
Segundo Victor Tumas, o diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado o quanto antes. Embora o Parkinson seja uma doença crônica e até o momento sem cura, os recursos terapêuticos evoluíram muito e permitem manter os pacientes com boa qualidade de vida por longos períodos. “Temos tratamentos bastante eficazes que conseguem manter o paciente bem ao longo da vida”, afirmou o neurologista, ressaltando a importância de intervenção médica o mais cedo possível.
Principais sinais e sintomas
Os primeiros sinais costumam ser os chamados sintomas motores: tremor — em geral nas mãos, mas que pode ocorrer em outras partes do corpo — rigidez muscular e lentidão dos movimentos (bradicinesia), incluindo diminuição do ritmo ao caminhar. Esses são os sintomas mais característicos e que costumam levar o paciente a procurar avaliação neurológica.
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Causas e faixa etária afetada
O Parkinson é uma doença complexa e multifatorial: não há uma causa única identificada. Fatores genéticos podem predispor o indivíduo, enquanto fatores ambientais — como exposição a agrotóxicos e herbicidas ou traumatismos cranianos repetidos — podem contribuir para o desencadeamento da doença. Embora possa surgir em idades mais jovens, o Parkinson é mais comum após os 50 anos, e a probabilidade aumenta com o envelhecimento.
A data de conscientização reforça a necessidade de atenção aos sinais iniciais e de busca por avaliação especializada para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, melhorando perspectivas e qualidade de vida.



