Má formação no coração acomete 29 mil crianças todos os anos; em alguns casos a correção deve ser feita logo após o nascimento
Cardiopatia congênita: um problema de saúde que afeta milhares de bebês no Brasil a cada ano.
Diagnóstico precoce e tratamento
A cardiopatia congênita, qualquer anormalidade no desenvolvimento do coração do bebê durante as primeiras oito semanas de gestação, afeta cerca de 29 mil crianças no Brasil anualmente. O diagnóstico precoce é crucial para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Segundo o cirurgião cardíaco Ricardo Nilsson Esgarbiere, a doença é uma das principais causas de mortalidade infantil no país, superando outras doenças que antes eram mais prevalentes, como infecções e desnutrição.
Tipos de cardiopatias congênitas e suas implicações
Existem diversos tipos de cardiopatias congênitas, desde estreitamento de vasos sanguíneos até alterações nas paredes entre átrios e ventrículos, causando mistura de sangue oxigenado e não oxigenado. Embora a maioria dos casos seja tratável, a gravidade varia. Em alguns casos, a criança pode levar uma vida completamente normal após o tratamento, enquanto em outros, pode haver limitações físicas, como a impossibilidade de praticar esportes de alta performance. Mesmo em casos complexos, o tratamento visa garantir uma vida normal, com adaptações conforme a necessidade.
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A importância do acompanhamento pré-natal
O acompanhamento pré-natal adequado, incluindo a realização de ecocardiograma, é fundamental para a detecção precoce de cardiopatias congênitas. A detecção precoce permite intervenções que podem salvar vidas e garantir um melhor prognóstico para a criança. A conscientização da população sobre os riscos e a importância do acompanhamento médico são essenciais para reduzir a mortalidade infantil causada por essa condição.



