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2ª Vara de Violência Doméstica de Ribeirão Preto deve entrar em funcionamento em abril

Promotor de Justiça, Cláudio José Baptista Morelli, comenta quais melhorias ela pode trazer para essas ocorrências
2ª Vara de Violência Doméstica de
Promotor de Justiça, Cláudio José Baptista Morelli, comenta quais melhorias ela pode trazer para essas ocorrências

Promotor de Justiça, Cláudio José Baptista Morelli, comenta quais melhorias ela pode trazer para essas ocorrências

Ribeirão Preto conta atualmente com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em funcionamento 24 horas e a previsão de inauguração da segunda vara especializada em violência doméstica no próximo mês, 2ª Vara de Violência Doméstica de, caso tudo ocorra conforme o planejado. Essas duas iniciativas visam aprimorar o atendimento às vítimas, proporcionando maior rapidez nos processos e segurança durante o período de tramitação.

O promotor de justiça Claudio José Batista Morelli, 2ª Vara de Violência Doméstica de, da primeira vara da violência doméstica de Ribeirão Preto, destacou que desde fevereiro o Ministério Público conta com um segundo promotor, Dr. Fabrício Tosta de Freitas, que atua de forma especializada na vara de violência doméstica, reforçando a estruturação dos órgãos que defendem as mulheres.

Atendimento especializado e fluxo das denúncias

O atendimento às vítimas começa com a denúncia, que pode ser realizada por boletim de ocorrência online, presencial ou por prisão em flagrante. A DDM 24 horas representa uma conquista importante, pois oferece atendimento especializado e exclusivo para casos de violência doméstica, diferente do plantão policial comum, onde as mulheres eram atendidas junto com outros tipos de ocorrências, sem equipe especializada.

A DDM atende Ribeirão Preto e outras 15 cidades da região, recebendo casos em esquema de plantão durante as 24 horas. A coleta de informações detalhadas na DDM, como a ficha de risco, facilita a adoção de medidas protetivas pelo Ministério Público e Judiciário, o que nem sempre ocorre em plantões policiais genéricos.

Processos e eficiência da Justiça: Após a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público toma as providências para o processamento criminal dos agressores. A primeira vara da violência doméstica iniciou com mais de 6 mil processos e atualmente conta com cerca de 4 mil, graças à eficiência da gestão do Dr. Caio César Meluso. No entanto, o volume de processos ainda é elevado, representando entre 35% e 40% dos crimes praticados na região, superando o volume de qualquer vara criminal comum.

A implantação da segunda vara especializada permitirá maior agilidade e eficiência na resolução dos casos, especialmente com o reforço da equipe do Ministério Público.

Rede de apoio e estruturação: A delegada da DDM, Patrícia Bundo, sugeriu a concentração dos serviços da rede de apoio às vítimas em um único local, medida considerada fundamental pelo promotor Claudio Morelli para evitar a chamada “rota crítica” da vítima, que atualmente precisa percorrer diversos órgãos e endereços, o que pode desestimular a denúncia.

Além do boletim de ocorrência, a centralização permitiria atendimento psicológico, social e a realização imediata de exames periciais no Instituto Médico Legal (IML). O Ministério Público está prestes a inaugurar o Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência (NAVE), que contará com psicólogos e assistentes sociais para aprimorar o acolhimento.

Informações adicionais

Apesar dos avanços, o promotor ressaltou que ainda existem desafios orçamentários e estruturais para garantir o pleno funcionamento dos equipamentos, incluindo a contratação de profissionais capacitados. Ele enfatizou a importância de iniciar o atendimento mesmo diante das limitações, buscando sempre o aprimoramento contínuo.

O estímulo às denúncias é fundamental para o enfrentamento da violência doméstica, pois a estruturação adequada faz com que as mulheres se sintam acolhidas e seguras para denunciar, além de garantir a responsabilização dos agressores e a ruptura do ciclo de violência.

“Cada vez mais, quanto mais estruturarmos, quanto mais acolhermos, quanto mais atendermos, mais vamos estimular as denúncias e fazer com que seja possível o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher.” – Claudio José Batista Morelli, promotor de justiça da primeira vara da violência doméstica de Ribeirão Preto.

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