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7 de Setembro: confira alguns mitos sobre a Independência retratada na obra de Pedro Américo

Professor de história compara o fato histórico com a famosa pintura "Independência ou Morte" que ilustra a proclamação de 1822
Independência do Brasil
Professor de história compara o fato histórico com a famosa pintura "Independência ou Morte" que ilustra a proclamação de 1822

Professor de história compara o fato histórico com a famosa pintura “Independência ou Morte” que ilustra a proclamação de 1822

Neste 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, muitas pessoas celebram a data sem conhecer a fundo sua história. Para esclarecer alguns pontos e desmistificar alguns mitos, conversamos com o professor Egídio Neves, historiador.

O Mito do Grito do Ipiranga

A imagem clássica de Dom Pedro I declarando a independência às margens do Rio Ipiranga, imortalizada em pinturas como a de Pedro Américo, é frequentemente romantizada. O professor Egídio explica que a cena é, na verdade, uma licença poética. Dom Pedro estava retornando de Santos após lidar com a revolta da Armada, e uma forte diarreia o fez parar no local. Ali, recebeu cartas de sua esposa, Leopoldina, e de seu tutor, José Bonifácio, aconselhando-o a proclamar a independência. A decisão, portanto, foi influenciada por fatores além de um simples grito heroico para uma multidão.

A Influência de Leopoldina e a Verdadeira Independência

Para alguns historiadores, a verdadeira protagonista da Independência do Brasil foi a Imperatriz Leopoldina. Sua inteligência, conhecimento e influência política foram cruciais na tomada de decisão de Dom Pedro. As cartas que ela enviou, juntamente com a pressão dos portugueses, contribuíram para a proclamação. A imagem tradicional, portanto, minimiza o papel feminino na história, e o grito de “Independência ou Morte” foi, na realidade, um ato solitário.

A Independência em Ribeirão Preto e o Sentido Cívico

Em Ribeirão Preto e região, diversos monumentos e homenagens lembram a Independência do Brasil. O professor Egídio destaca a importância desses marcos para a construção da memória cívica e a união nacional, especialmente em tempos de polarização política. Ele ressalta a necessidade de celebrar os heróis nacionais e fortalecer o sentimento patriótico, evitando a instrumentalização da data para fins partidários. Monumentos como o Obelisco na Avenida Independência, as ruas em homenagem aos Voluntários da Pátria e outros memoriais recentes contribuem para manter viva a memória da Independência e seu significado para a região.

Em suma, a Independência do Brasil foi um processo complexo, influenciado por diversos fatores políticos e pessoais, que vão além da imagem heroica tradicionalmente apresentada. A revisão histórica e a valorização de diferentes perspectivas enriquecem nossa compreensão deste momento crucial na formação do país.

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