Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
O filme A Cabana, adaptação do livro de sucesso mundial, busca retratar a jornada espiritual de um pai em busca de compreender a dor pela morte da filha. Apesar de ter conquistado muitos fãs, a produção cinematográfica também gerou controvérsias entre os críticos.
Uma Adaptação Questionável
Lançado 10 anos após o livro, o filme A Cabana enfrenta comparações inevitáveis. A diferença entre o livro e o filme reside nos meios de expressão: o livro permite um mergulho profundo no imaginário do leitor, enquanto o cinema possui limitações de tempo e formato. A adaptação cinematográfica, para alguns, falha ao simplificar a complexidade filosófico-religiosa da obra original, focando em um aspecto de autoajuda em detrimento da profundidade teológica.
Representação e Mensagens
Apesar das críticas, o filme acerta ao apresentar uma representação ousada da Santíssima Trindade, com personagens de diferentes origens étnicas. Essa escolha transmite uma mensagem de aceitação e inclusão, convidando tanto protagonistas quanto espectadores a questionarem seus preconceitos. No entanto, a narrativa peca ao minimizar o sofrimento da família além do pai, deixando de lado a dor de outros personagens.
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Um Filme de Autoajuda?
Para muitos, A Cabana funciona como um filme de autoajuda, eficaz em acalmar e confortar o público. A longa duração (2h13min) e a trilha sonora melodramática, por vezes, podem tornar o filme cansativo. A atuação de Sam Worthington, no papel principal, também é apontada como um ponto fraco, não conseguindo carregar o filme sozinho. Apesar disso, o filme cumpre seu objetivo para aqueles que o assistem sem a expectativa de uma reprodução fiel do livro, oferecendo uma experiência visualmente bonita e emocionalmente tocante.



