Medo de represálias faz com que muitas mulheres vítimas de violência deixem de prestar queixa; dados são da SSP
A Lei Maria da Penha, criada em 2006, representa um avanço significativo na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. Apesar disso, muitas ainda silenciam por medo de denunciar seus agressores.
Números e Denúncias
Dados recentes da Secretaria de Segurança Pública mostram um aumento considerável nas denúncias de violência doméstica. Em janeiro, foram registradas quase 5 mil ocorrências, mil a mais que em dezembro de 2017. Para a advogada Luciana Grandini, esse aumento não reflete necessariamente um crescimento nos casos de violência, mas sim uma maior disposição das mulheres em denunciar, impulsionada por campanhas de conscientização e maior apoio social.
Tipos de Violência e Medidas Protetivas
O tenente aposentado José Roberto Marquini destaca a importância das medidas protetivas garantidas pela Lei Maria da Penha, que incluem o afastamento do agressor da vítima. Ele explica que a violência doméstica abrange diversas formas de agressão, incluindo a psicológica, muitas vezes sutil e ignorada, como a imposição de restrições à vestimenta ou atividades da mulher. A lei protege mulheres em diferentes tipos de relacionamento, incluindo uniões homoafetivas.
Leia também
A Importância da Denúncia
Regina Brito, da Conceitaria Municipal dos Direitos da Mulher, enfatiza a necessidade de as mulheres denunciarem qualquer tipo de violência sofrida. A denúncia, embora difícil, é fundamental para romper o ciclo de violência e buscar apoio. A violência psicológica, por exemplo, deixa marcas profundas e não deve ser subestimada. Buscar ajuda de amigos, familiares ou instituições especializadas é crucial para o enfrentamento dessa realidade.



