Muita gente se sentiu só principalmente durante o período de isolamento; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’
A carência, sentimento comum ao ser humano, pode se tornar um problema quando em excesso, afetando relacionamentos amorosos e amizades. Especialistas afirmam que ela está mais presente no pós-pandemia, intensificada pela solidão.
Carência: uma péssima conselheira
A carência excessiva prejudica a autoestima e a autoimagem, levando à sensação de impotência e desvalorização. Isso resulta em escolhas ruins de relacionamentos, onde a pessoa se contenta com migalhas afetivas, mesmo em situações de desrespeito ou falta de reciprocidade. Homens e mulheres sofrem igualmente com esse problema, que muitas vezes se manifesta na escolha de parceiros ou amigos que não os valorizam.
As raízes da carência
A carência excessiva frequentemente tem origem em traumas ou feridas da infância não resolvidas. A pessoa repete padrões de relacionamento, buscando inconscientemente reviver e consertar conflitos passados. Em vez de fazer escolhas conscientes, ela aceita o que lhe é oferecido, mesmo que seja insatisfatório, por uma necessidade extrema de afeto.
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Superando a carência: um caminho para o autoconhecimento
O medo da solidão é um grande obstáculo para superar a carência. Entretanto, é fundamental aprender a ficar sozinho para se conhecer melhor e construir relacionamentos saudáveis. Programar momentos de solitude, como um jantar especial ou uma noite de filmes, pode ser um primeiro passo para se reconectar consigo mesmo e descobrir que a solidão não é uma inimiga, mas uma oportunidade de crescimento pessoal. Aprender a valorizar a própria companhia é essencial para construir relacionamentos mais equilibrados e gratificantes no futuro.