Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O domingo marca um dia crucial para o Brasil: a eleição para a Presidência da República. A segunda-feira seguinte promete ser um dia de intensa movimentação no mercado econômico, independentemente de quem for o escolhido nas urnas. O economista Nelson Rocha Augusto, em sua participação semanal no programa Manhã CBN, oferece insights sobre o que esperar do cenário financeiro após a definição do novo presidente.
Expectativas e o Novo Ciclo Econômico
Segundo Augusto, a segunda-feira pós-eleição representa um ponto de inflexão, não por mudanças imediatas em indicadores como inflação ou câmbio, mas sim pelas expectativas que o resultado gera. A eleição marca o início de um novo ciclo de quatro anos, com a promessa de mudanças na condução da política econômica. O economista ressalta que, diante de um cenário de inflação alta e crescimento lento, o novo governo terá a missão de implementar novas políticas.
A Sensibilidade do Mercado Financeiro
Augusto explica que o mercado financeiro reage rapidamente às expectativas, buscando antecipar os impactos das decisões governamentais. Essa sensibilidade se manifesta na precificação de ativos, como ações e títulos, e influencia a curva de juros e a taxa de câmbio. Empresários e cidadãos começam a tomar decisões com base no novo cenário político-econômico, moldado pela escolha da sociedade brasileira.
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O Cenário Internacional e a China
O economista também aborda o cenário internacional, com destaque para os sinais positivos da economia chinesa. A China, grande consumidora de commodities, tem uma forte relação com o Brasil, que é um importante exportador desses produtos. Os dados recentes indicam um crescimento estável da economia chinesa, o que é uma notícia positiva para o Brasil, impulsionando a demanda por suas exportações.
A expectativa é que a economia brasileira mostre sinais de melhora, trazendo um alívio para a população.