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A Covid-19 deixa sequelas? Pesquisador da Fiocruz tira dúvidas de ouvintes

Rodrigo Stábeli respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o novo coronavírus. Confira!
Sequelas da Covid-19
Rodrigo Stábeli respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o novo coronavírus. Confira!

Rodrigo Stábeli respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o novo coronavírus. Confira!

O Dr. Rodrigues Tabli, pesquisador da Fiocruz e professor de medicina, esclarece dúvidas sobre as sequelas da COVID-19 e os cuidados necessários após a recuperação.

Sequelas da COVID-19: Implicações a Longo Prazo

De acordo com o Dr. Tabli, a recuperação da COVID-19 não garante ausência total de sequelas. Casos leves podem resultar em fadiga, perda de paladar e apetite prolongadas (até três meses). Nos casos graves, com internação em UTI, as sequelas podem ser mais severas, afetando cérebro, rins, pulmões e coração. A recuperação pulmonar, em especial, pode ser lenta e resultar em fibrose, com danos potencialmente irreversíveis. Pacientes com histórico de doenças preexistentes (comorbidades) são mais suscetíveis a formas graves da doença e sequelas mais prolongadas.

Cuidados e Isolamento: Protegendo a Família e a Comunidade

Para aqueles que testam positivo para COVID-19, o isolamento é crucial para evitar a propagação do vírus. Se possível, o isolamento em um quarto separado, com talheres e utensílios próprios, é recomendado por 14 dias após o aparecimento dos sintomas. Caso o isolamento total seja inviável, manter uma distância mínima de 2 metros, usar máscara constantemente e higienizar frequentemente as superfícies e as mãos são medidas essenciais. O Dr. Tabli enfatiza a importância de informar as autoridades de saúde sobre casos positivos, buscando auxílio e monitoramento, principalmente para populações em situação de vulnerabilidade.

Tratamentos e Prevenção: Desmistificando o Uso de Medicamentos

O Dr. Tabli desmistifica o uso de medicamentos como ivermectina e cloroquina para o tratamento da COVID-19. Estudos demonstram que esses medicamentos não são eficazes contra o vírus. Quanto ao uso da cloroquina, o médico ressalta que, embora possa ser utilizada fora da bula em casos específicos, com o consentimento informado e por escrito do paciente, devido à sua alta toxicidade, a literatura científica ainda não comprova sua eficácia no tratamento da COVID-19. O uso indiscriminado, baseado em informações não científicas, é desaconselhado.

Em resumo, a recuperação da COVID-19 requer atenção e cuidados prolongados, variando de acordo com a gravidade da infecção e a presença de comorbidades. O isolamento e a busca por auxílio médico são fundamentais para a proteção individual e coletiva. A desinformação sobre tratamentos ineficazes deve ser combatida com a disseminação de informações científicas confiáveis.

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