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A cultura da alta performance só olha para um lado do indivíduo

João Túbero recebe Marina Gusson, psicóloga do esporte com passagem pela seleção brasileira feminina de futebol
alta performance
João Túbero recebe Marina Gusson, psicóloga do esporte com passagem pela seleção brasileira feminina de futebol

João Túbero recebe Marina Gusson, psicóloga do esporte com passagem pela seleção brasileira feminina de futebol

O programa Nas Quatro Linhas da CBN Ribeirão Preto discutiu a relação entre psicologia e futebol, recebendo a psicóloga Marina Gusson, especialista em psicologia do esporte. Marina já trabalhou com diversas modalidades, incluindo a Seleção Brasileira Feminina de Futebol.

A Psicologia no Futebol: Um Olhar para a Subjetividade

Marina explicou que a psicologia no futebol abrange diversos aspectos, desde os comportamentos e tomadas de decisão dos atletas até a dinâmica da equipe como um todo. A análise da subjetividade – o que os atletas pensam e sentem – é crucial para entender suas ações em campo. O trabalho do psicólogo se integra à comissão técnica, complementando a visão dos outros profissionais.

Tomada de Decisão e o Plano de Jogo

A psicóloga destacou a complexidade da tomada de decisão no futebol, que envolve diversas variáveis além da psicologia individual. Através de análise de vídeos de jogos, Marina e a comissão técnica trabalham com as atletas para entender o que levou a uma decisão específica, buscando melhorar a tomada de decisões futuras. O objetivo não é julgar, mas compreender as influências internas e externas que impactam as escolhas das atletas durante o jogo, sempre considerando o plano de jogo estabelecido.

A Personalidade do Grupo e o Trabalho em Seleção x Clube

Marina também abordou a “personalidade” de um time, destacando as regras implícitas, as lideranças e a cultura da equipe. Ela comparou as diferenças entre trabalhar em clubes e seleções, enfatizando o convívio diário em clubes versus as convocações mais curtas e a pressão intensa em seleções. Em seleções, a construção de vínculo e confiança com as atletas requer mais rapidez e precisão nas intervenções.

A alta performance, segundo Marina, não é inerentemente saudável ou insalubre. A pressão da mídia e a cultura do resultado esportivo podem ser adoecedoras. É crucial que instituições e profissionais criem espaços para que os atletas sejam vistos como seres humanos completos, com suas complexidades e vulnerabilidades. A psicóloga enfatizou a necessidade de um trabalho conjunto para equilibrar a busca pela alta performance com a saúde mental dos envolvidos.

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