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A epidemia não está chegando ao fim, isso é uma bobagem, afirma a pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo

Pneumologista analisa que a pandemia vai tomando perfis diferentes e que, em breve, a variante delta será dominante no sudeste
Epidemia no Brasil
Pneumologista analisa que a pandemia vai tomando perfis diferentes e que, em breve, a variante delta será dominante no sudeste

Pneumologista analisa que a pandemia vai tomando perfis diferentes e que, em breve, a variante delta será dominante no sudeste

A preocupação com as variantes do novo coronavírus permanece em alta, especialmente em regiões como Serrana, Ribeirão Preto, Franca e Cristais Paulista, onde casos da variante Delta já foram confirmados. Apesar da queda nas hospitalizações e do avanço da vacinação, a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margarete Dalcomo, alerta para a importância de não considerar a pandemia encerrada, devido à circulação contínua de novas variantes e a necessidade de revisão das flexibilizações.

Variantes e Transmissibilidade

A variante Delta, altamente transmissível, é uma das principais preocupações. Segundo a Dra. Dalcomo, sua capacidade de dano é minimizada pela cobertura vacinal, mas a tendência é que se torne dominante em todo o Sudeste brasileiro. A alta transmissibilidade da Delta resulta em um número maior de casos em famílias inteiras, incluindo crianças e idosos, embora a gravidade da doença seja menor em alguns grupos.

Vacinação e Medidas de Controle

A especialista enfatiza a vacinação em massa como a principal estratégia de combate à pandemia. Para controlar a epidemia, é necessário alcançar uma cobertura vacinal de 70% a 80% da população. A Dra. Dalcomo destaca a importância da segunda dose e da dose de reforço para grupos vulneráveis, como idosos e imunossuprimidos. Embora a vacinação infantil seja importante, a prioridade atual é atingir uma alta cobertura na população geral.

Impacto das Queimadas na Saúde

As queimadas na região também são um fator preocupante. A Dra. Dalcomo destaca os riscos respiratórios, especialmente para pessoas com doenças crônicas como bronquite, enfisema e asma. As queimadas agravam essas condições, causando exacerbações e reativações, representando um sério problema de saúde pública em conjunto com a pandemia.

Em suma, a pandemia ainda não acabou, e a vacinação completa e em massa continua sendo a principal ferramenta para o controle da doença. A situação exige atenção constante às novas variantes e a conscientização sobre os riscos adicionais impostos por fatores como as queimadas, que impactam negativamente a saúde pública.

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