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A evolução dos goleiros e das goleiras

João Túbero recebe Rodrigo Gonçalves, doutorando em Biodinâmica do Movimento e Esporte (UNICAMP), estudioso da posição
goleiros e goleiras
João Túbero recebe Rodrigo Gonçalves, doutorando em Biodinâmica do Movimento e Esporte (UNICAMP), estudioso da posição

João Túbero recebe Rodrigo Gonçalves, doutorando em Biodinâmica do Movimento e Esporte (UNICAMP), estudioso da posição

Neste sábado, o programa Nas Quatro Linhas da CBN Ribeirão Preto discutiu a evolução da posição de goleiro no futebol. O convidado foi Rodrigo Gonçalves, doutorando em Biodinâmica do Movimento Humano pela Unicamp, que trouxe insights sobre as transformações dessa posição.

Mudanças na posição de goleiro

Rodrigo destacou a mudança de regras em 1992, que proibiu o goleiro de pegar a bola com a mão após o passe de um companheiro de equipe. Isso forçou os goleiros a desenvolverem suas habilidades com os pés, tornando-se participantes ativos na construção das jogadas ofensivas. A evolução dos treinadores também foi fundamental para entender e utilizar melhor as novas capacidades dos goleiros.

Jogo com os pés: vantagens e exageros

O programa debateu as vantagens do goleiro jogar com os pés, como a superioridade numérica na saída de bola e a capacidade de atrair a marcação adversária. Rodrigo comentou sobre o trabalho de goleiros como Ederson (Manchester City), que se destacam nessa habilidade, e abordou a questão do “exagero” no jogo apoiado, exemplificado pelo trabalho de Fernando Diniz. Ele argumentou que não há exagero, mas sim uma estratégia para manter a posse de bola e criar oportunidades de ataque. A qualidade do passe do goleiro é crucial para o sucesso dessa estratégia.

Evolução técnica e biotipo

A conversa também abordou a evolução técnica do goleiro, comparando movimentos com outras modalidades como futsal e handebol. Rodrigo destacou que os goleiros modernos exploram mais recursos para defender o gol, aumentando seu repertório de ações. A discussão incluiu a mudança no biotipo dos goleiros, com uma tendência a goleiros mais altos e fortes, mas com ênfase na importância do treinamento para desenvolver a agilidade, mesmo para goleiros de maior estatura. A evolução no treinamento, tanto físico quanto técnico-tático, contribuiu significativamente para o aprimoramento da posição.

A diminuição de gols em bolas paradas também foi analisada, atribuída tanto à evolução técnica dos goleiros quanto à melhoria na estratégia dos batedores de falta. O estudo do adversário e a capacidade de adaptação são fatores cruciais para o sucesso do goleiro nessa situação.

Futebol feminino: evolução e comparações

Rodrigo analisou a evolução da posição de goleira no futebol feminino, destacando a rápida progressão em comparação ao futebol masculino. Ele apontou que, no futebol feminino, a inserção da goleira na construção de jogadas ofensivas é mais comum e implementada do que no futebol masculino, em parte devido à ausência de restrições históricas similares às do futebol masculino. A goleira Lelê (Corinthians) foi citada como exemplo de excelência nessa área.

Por fim, o programa abordou a discussão sobre a necessidade de reduzir o tamanho do gol no futebol feminino, que Rodrigo refutou, afirmando que tal mudança é desnecessária e não se justifica. Ele concluiu a entrevista indicando Alisson (masculino) e Lelê (feminino) como seus goleiros e goleiras preferidos.

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