Quem fala sobre as novidades é o médico cardiologista Fernando Nobre. Clica e ouça o ‘CBN Saúde’
Inteligência Artificial na Cardiologia: Uma Revolução em Andamento
A inteligência artificial (IA), conceito que surgiu na década de 1950, está revolucionando a cardiologia. Inicialmente focada em métodos matemáticos e computacionais para reconhecimento de padrões, a IA evoluiu significativamente com o aumento da capacidade e acessibilidade dos computadores. Hoje, algoritmos de aprendizado de máquina são treinados com dados de prontuários eletrônicos de pacientes para prever riscos de eventos cardíacos graves, como infartos e insuficiência cardíaca, com alta precisão.
Diagnóstico Preciso e Apoio à Prática Médica
Estudos recentes demonstram o potencial da IA no diagnóstico de doenças cardíacas. Um sistema desenvolvido com auxílio de IA, utilizando dados clínicos, informações do paciente e eletrocardiogramas, alcançou 100% de precisão em avaliações de contraprova. O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Informática do SUS, está desenvolvendo a Rede Nacional de Dados em Saúde, uma plataforma que poderá padronizar o acesso a dados e impulsionar o desenvolvimento de modelos de IA para aplicações em saúde. Essas ferramentas tecnológicas prometem auxiliar médicos na melhoria do diagnóstico, tratamento e prognóstico de doenças cardíacas e de outros órgãos.
Tecnologia e Humanismo: Um Equilíbrio Essencial
Embora a tecnologia ofereça avanços significativos, é importante ressaltar que a IA não substitui a relação médico-paciente. O toque humano, o olhar atento e a escuta empática permanecem essenciais para uma prática médica humanizada. Como disse o médico Gustav Jank, é preciso conhecer as teorias e dominar as técnicas, mas acima de tudo, conectar-se com a alma humana. A tecnologia deve ser vista como uma ferramenta complementar, que auxilia o profissional na busca por um atendimento mais preciso e eficiente.