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A expectativa contra a realidade do atendimento médico no dia a dia

Fernando Nobre comenta sobre um estudo realizado no exército estadunidense sobre as diferenças no atendimento médico
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Fernando Nobre comenta sobre um estudo realizado no exército estadunidense sobre as diferenças no atendimento médico

Fernando Nobre comenta sobre um estudo realizado no exército estadunidense sobre as diferenças no atendimento médico

Assimetria de Poder na Relação Médico-Paciente

Um estudo realizado no sistema de atendimento de emergências do Exército Norte-Americano revelou uma preocupante relação entre a hierarquia militar e a qualidade do atendimento médico. A pesquisa, que analisou mais de 1,5 milhões de consultas, mostrou que a diferença de patente entre médicos e pacientes impactou diretamente a eficiência do atendimento e os resultados do tratamento. Quanto maior a diferença de patente (e, portanto, de poder), maior o esforço médico e a probabilidade de o paciente com patente superior receber acompanhamento e melhor resultado de cura.

Desigualdade no Acesso e Qualidade do Atendimento

O estudo demonstra como assimetrias de poder podem afetar a interação médico-paciente, mesmo em um ambiente controlado como o exército. A pesquisa indica que pacientes com patentes superiores receberam tratamento preferencial, enquanto aqueles com patentes inferiores tiveram acesso a um atendimento possivelmente menos eficiente. Isso levanta questionamentos sobre a equidade no acesso à saúde e a influência de fatores externos na relação entre médico e paciente.

Implicações para a Saúde Pública

Os resultados sugerem que a desigualdade de poder pode levar a uma distribuição desigual de recursos e atenção médica, mesmo quando o altruísmo é esperado. As disparidades observadas no estudo, ainda que em um contexto militar, levantam preocupações sobre a extensão dessas práticas na população civil, onde as desigualdades podem ser ainda maiores. A pesquisa reforça a necessidade de sistemas e ferramentas que reduzam os desequilíbrios de poder na relação médico-paciente, promovendo um atendimento mais justo e equitativo para todos.

Em suma, a pesquisa destaca a complexa interação entre poder, privilégio e acesso à saúde. A busca por um atendimento humanizado e equitativo requer a conscientização e a implementação de medidas que garantam a igualdade de oportunidades e o respeito à dignidade de todos os pacientes, independentemente de sua posição social ou econômica.

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