Defesa alega que ‘indícios’ não comprovam que Guilherme Longo é culpado; ouça a análise do criminalista João Pedro Silvestrini
O júri do caso Joaquim, um dos crimes de maior repercussão do país, começou nesta segunda-feira. Guilherme Longo, padrasto do menino, e Natalha Ponte, sua mãe, são os principais réus, 10 anos após o ocorrido. Joaquim, de 3 anos, foi encontrado morto em um rio cinco dias após seu desaparecimento. A acusação aponta Guilherme como autor de um homicídio triplamente qualificado, alegando superdosagem de insulina. Natalha é acusada de omissão.
A discussão central: provas cabais
A defesa argumenta a falta de provas cabais contra Guilherme, questionando a ausência de uma “arma do crime” (a caneta de insulina) e de testemunhas oculares. Embora existam indícios, como filmagens de Guilherme comprando insulina e o laudo do cão farejador, a defesa busca convencer o júri popular de que essas evidências são insuficientes para uma condenação. O advogado João Pedro Silvestrini destaca a importância desse argumento no julgamento.
O júri e o processo
O júri é composto por sete jurados escolhidos a partir de um sorteio entre 25 convocados. A acusação e a defesa têm direito a recusas. O processo envolve a oitiva de testemunhas (acusação, defesa e comuns), interrogatórios dos réus e debates. A expectativa é que o julgamento termine até sábado, mas a necessidade de novas provas pode prolongá-lo.
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Penas e o papel das testemunhas
A pena para Guilherme, em caso de condenação por homicídio qualificado, pode variar entre 12 e 30 anos, descontado o tempo já cumprido em prisão preventiva. A pena para Natalha, acusada de omissão, tende a ser mais branda, possivelmente em torno de 10 anos. O depoimento de testemunhas, incluindo o médico de Joaquim e seu pai, é crucial para a decisão final do júri, que levará em consideração todos os elementos apresentados durante o processo. O caso, que envolve forte comoção na cidade de Ribeirão Preto, segue em julgamento.



