No ‘CBN Saúde e Bem-Estar’, o fisioterapeuta da área, Fernando Frajacomo, explica a relação da especialidade no combate à doença
Com o aumento da incidência de câncer, a busca por tratamentos eficazes e que melhorem a qualidade de vida dos pacientes se intensifica. Neste contexto, a fisioterapia oncológica surge como uma importante aliada.
Fisioterapia Oncológica: Uma Abordagem Diferenciada
Diferentemente da fisioterapia convencional, a abordagem oncológica acompanha o tratamento do câncer, buscando minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia. O fisioterapeuta oncológico precisa conhecer detalhadamente o tratamento proposto para cada paciente, adaptando as intervenções para amenizar sintomas como fadiga, fraqueza muscular, dor e falta de mobilidade.
Resultados Positivos e Ampla Aplicação
Os resultados da fisioterapia oncológica são positivos, principalmente no combate à fadiga oncológica, um sintoma comum e debilitante. A intervenção ajuda o paciente a manter a funcionalidade, incentivando a locomoção e melhorando a qualidade de vida, mesmo durante o tratamento. A fisioterapia oncológica não se limita ao câncer de mama; ela é aplicada em diversos tipos de tumores, incluindo câncer de próstata e em pacientes pediátricos, com adaptações específicas para cada caso. Em crianças, a abordagem lúdica e o envolvimento da família são cruciais.
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A fisioterapia oncológica busca tornar o tratamento mais fácil e menos monótono, integrando o paciente e sua família. Estratégias como brincadeiras, atividades adaptadas aos gostos do paciente e até mesmo o teleatendimento são utilizados. A crescente conscientização sobre os benefícios da fisioterapia oncológica tem levado à sua maior disponibilidade em hospitais públicos e privados, incluindo o SUS, em grandes centros e, gradativamente, em locais menores. O início precoce da fisioterapia contribui para uma menor toxicidade do tratamento e uma melhor expectativa de vida.



