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“A gente apoia as punições e tem que parabenizar”, diz Adalberto Baptista sobre exclusão da Ponte Preta de programa da CBF

Presidente da Botafogo SA elogiou ação contra Ponte, que terá que arcar agora com despesas de logística na Série B por não pagar salários em dia
exclusão
Foto: Luiz Fernando Cosenzo/Agência Botafogo

A exclusão da Ponte Preta do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira (PARF), criado pela CBF para os clubes da Série B do Brasileiro, movimentou os bastidores da competição. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e representa a primeira punição prática aplicada dentro das novas regras de fair play financeiro adotadas pela entidade.

O programa garante aos participantes o custeio de despesas como arbitragem, viagens e hospedagens durante a disputa da Série B. Para ter acesso ao benefício, os clubes precisam manter em dia salários, encargos trabalhistas e recolhimentos previdenciários de atletas, comissão técnica e funcionários, além de não apresentar atrasos em pagamentos relacionados a transferências de jogadores realizadas na atual temporada.

Segundo a ANRESF, a Ponte Preta não cumpriu os critérios exigidos e acabou excluída do programa.

Custos passam para o clube

Com a decisão, a Ponte Preta passa a assumir integralmente todas as despesas de logística e arbitragem da competição. Além disso, terá de ressarcir a CBF pelos valores já desembolsados desde o início da Série B até a data da exclusão.

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A entidade informou que continuará realizando a logística necessária para as partidas, mas enviará mensalmente ao clube as cobranças referentes aos custos, que deverão ser quitadas em até dez dias úteis.

O regulamento também prevê retenção de cotas de transmissão, premiações e outras sanções em caso de inadimplência.

“Ferramenta que vai salvar o futebol”

Representante do Conselho Nacional de Clubes da Série B e presidente do Conselho de Administração da Botafogo SA, Adalberto Batista, falou em entrevista exclusiva à CBN Ribeirão sobre a aplicação da punição e apontou que a medida fortalece a credibilidade do sistema.

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“O fair play é a ferramenta que vai salvar o futebol brasileiro. A gente tem que dar todo apoio às punições que vierem. Todos os clubes tiveram a oportunidade de se regularizar e estar em dia. Tem que parabenizar, porque senão vira mais uma lei que não pega.”

Segundo Baptista, a criação da ANRESP já representava um marco importante, mas a efetiva aplicação das penalidades demonstra que as novas regras serão cumpridas.

“A aplicação das punições agora é que vai fazer com que todos passem a acreditar que a coisa vai efetivamente acontecer.”

Ponte tenta reverter situação

Até o momento, a Ponte Preta não divulgou posicionamento oficial sobre a exclusão. No entanto, informações apuradas pela CBN Campinas indicam que a diretoria já teria encaminhado comprovantes de regularização de parte das pendências salariais e pretende solicitar o retorno ao programa.

A medida ocorre em meio a um cenário delicado dentro e fora de campo. A equipe campineira ocupa a zona de rebaixamento da Série B e enfrenta dificuldades financeiras há várias temporadas.

A expectativa agora é que o caso sirva como referência para os demais clubes da competição e marque o início de uma fiscalização mais rigorosa sobre a saúde financeira das equipes do futebol brasileiro.

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