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A gente não acredita que isso aconteça com a gente, diz pai de vítima fatal na Waldir Canevari

Batida entre carreta e ônibus deixou 12 mortes e 19 feridos; DER lamentou acidente e disse que acelerará obras na Fábio Talarico
A gente não acredita que isso
Batida entre carreta e ônibus deixou 12 mortes e 19 feridos; DER lamentou acidente e disse que acelerará obras na Fábio Talarico

Batida entre carreta e ônibus deixou 12 mortes e 19 feridos; DER lamentou acidente e disse que acelerará obras na Fábio Talarico

Doze pessoas morreram em um acidente envolvendo um ônibus com estudantes da Universidade de Franca (Unifran) na rodovia Valdir Canivari, A gente não acredita que isso, entre São José da Bela Vista e Nuporanga, na noite de quinta-feira (20). O ônibus, que transportava 29 pessoas, foi atingido por um caminhão bitrem carregado com calcário, que invadiu a pista contrária. O impacto ocorreu por volta das 22h55, a cerca de 4 km de Nuporanga.

Entre as vítimas fatais, A gente não acredita que isso, a maioria era de jovens estudantes que buscavam formação profissional na Unifran. Além dos 12 mortos, 19 pessoas ficaram feridas, incluindo o motorista do ônibus e o do caminhão. Três pessoas permanecem internadas em estado estável, sem risco de morte, segundo a Defesa Civil.

O motorista do caminhão sofreu traumatismo craniano e foi preso por omissão de socorro após se esconder em um canavial. Ele relatou ter perdido o controle do veículo, saindo da pista e retornando bruscamente, o que causou a colisão. Teste do bafômetro realizado no hospital indicou resultado negativo para consumo de álcool.

O acidente ocorreu na rodovia Valdir Canivari, que tem pista simples, sem acostamento e apresenta pontos perigosos, como degraus laterais e cercas de canaviais. O ônibus trafegava por essa via devido à interdição da ponte sobre o Rio Salgado na rodovia Fábio Talarico, principal ligação entre Franca e São Joaquim da Barra, interditada desde novembro do ano passado por problemas estruturais.

Contexto da interdição e condições da rodovia

A ponte interditada apresentava trincas em dois pilares e deslocamento de talude, o que comprometeu sua estrutura. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que finaliza o projeto executivo para a obra estrutural na ponte, com previsão de licitação para a primeira quinzena de março e duração estimada da obra entre quatro e seis meses.

Desde a interdição, o tráfego entre Franca e São Joaquim da Barra tem sido desviado pela rodovia Valdir Canivari, que é considerada perigosa e em condições precárias, com buracos e falta de acostamento, aumentando o risco de acidentes.

Repercussão e ações das autoridades: A Unifran e a prefeitura de São Joaquim da Barra decretaram luto oficial pela tragédia. O Instituto Médico Legal (IML) de São Joaquim da Barra recebeu reforço de legistas de Franca para auxiliar na identificação das vítimas, procedimento considerado atípico pela quantidade de mortos.

Familiares e amigos das vítimas manifestam solidariedade e sofrimento nas redes sociais. Relatos indicam que muitos estudantes enfrentavam viagens longas e perigosas para concluir seus estudos, situação agravada pela interdição da ponte.

Relatos de familiares e sobreviventes: Um dos estudantes que sobreviveu relatou o momento do acidente, afirmando que estava sentado próximo ao motorista, na área mais atingida pelo impacto. O motorista do ônibus também sobreviveu e prestou depoimento à polícia.

O pai de uma das vítimas, estudante de arquitetura na Unifran, descreveu a angústia da espera por notícias e a empolgação do filho com o início do curso, interrompida pela tragédia.

Informações adicionais

O DER afirmou que, após a interdição da ponte, realizou um serviço emergencial de injeção de concreto para preservar a estrutura até a execução da obra definitiva. A licitação para a obra estrutural deve ocorrer em março, com previsão de início em breve, mas a conclusão pode se estender até o final do ano.

Motoristas que trafegam pela rodovia Valdir Canivari relatam condições ruins da pista, com buracos e falta de manutenção, o que contribui para o risco de acidentes. A situação das vicinais na região também é preocupante, com relatos de estradas em más condições.

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