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A história do samba das raízes africanas à construção da identidade brasileira

A história do samba das raízes africanas à construção da identidade brasileira
História do samba
A história do samba das raízes africanas à construção da identidade brasileira

A história do samba das raízes africanas à construção da identidade brasileira

O Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro, homenageia um ritmo de raízes africanas, trazido ao Brasil pelos escravizados. Essa tradição se ramificou em diversos estilos, cada um com sua singularidade.

O Samba e suas Origens

O samba tem suas origens na música, na dança e nos instrumentos dos rituais religiosos africanos, chegando ao Brasil pela Bahia, junto com os escravizados. Ao longo do tempo, foi apropriado, transformado e se difundiu por todo o país. “Pelo Telefone”, de Donga (1917), é um marco simbólico, representando a primeira gravação do gênero, embora o samba já existisse nas rodas afro-brasileiras.

A Evolução do Samba: Da Crônica Social à Exaltação Nacional

Nos anos 30, o samba passou por uma transformação estética, abandonando o tom rural e folclórico para assumir uma linguagem mais urbana e sarcástica. Noel Rosa se destacou ao transformar o samba em crônica social, abordando o desemprego e as dificuldades econômicas da época. Já “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso (1939), elevou o samba à exaltação nacional, moldando o imaginário brasileiro e a imagem do país no exterior. A canção se alinhava com o projeto cultural da Era Vargas, e influenciou até a criação do personagem Zé Carioca, da Disney.

O Samba como Resistência e Patrimônio Cultural

A partir da década de 70, o samba ganhou uma dimensão mais lírica e sofisticada, com Cartola. O reconhecimento tardio de Cartola reforça a história do samba como resistência cultural, fruto da experiência de vida e não de uma formação acadêmica. O samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense (1989), “Liberdade, Liberdade, Abre as Asas Sobre Nós”, demonstra a força narrativa e política do samba no carnaval, especialmente após o fim da ditadura militar. O samba de roda do Recôncavo Baiano foi reconhecido como patrimônio material da humanidade pela UNESCO em 2005, e o samba carioca também foi reconhecido como patrimônio cultural pelo IPHAN em 2007, englobando o partido alto, o samba de terreiro e o samba-enredo.

O samba permanece vivo, pulsante nas rodas e nos corações, celebrando a memória, a resistência e a criatividade do povo brasileiro.

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