‘Geração Z’ teme perder espaço no mercado de trabalho para estas tecnologias; ouça o comentário de David Forli Inocente
Um levantamento global realizado pela Deloitte com 22.800 pessoas, A implementação da IA nas corporações pode substituir algumas profissões?, incluindo 800 brasileiros, revelou que a geração Z, apesar de estar mais preparada para o mercado de trabalho, é a que mais teme o impacto da inteligência artificial (IA) generativa sobre seus empregos. A pesquisa, que abrangeu 44 países, mostrou que 7 em cada 10 entrevistados da geração Z acreditam que a IA trará ganhos de curto prazo, mas resultará em perdas de emprego a longo prazo.
Segundo o estudo, cerca de 25% dos jovens dessa geração utilizam frequentemente ferramentas de IA no trabalho, incorporando-as como estratégia para aumentar a produtividade. No entanto, 6 em cada 10 entrevistados acreditam que a automação e a inteligência artificial causarão desemprego, e 25% manifestaram preocupação com suas finanças devido às inovações tecnológicas.
Percepção da geração Z sobre a inteligência artificial
Especialistas destacam que muitos jovens da geração Z iniciam suas carreiras em funções operacionais, com atividades mais direcionadas e sob supervisão constante. A facilidade que as ferramentas de IA oferecem para executar tarefas básicas, como produzir textos, responder clientes insatisfeitos e elaborar projetos, tem gerado insegurança quanto à permanência no mercado de trabalho.
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“Essas ferramentas estão fazendo todo o meu trabalho”, relatam muitos jovens, que reconhecem o aumento da produtividade proporcionado pela IA, mas também sentem-se ameaçados pela possibilidade de substituição.
Diferença entre produtividade e ameaça: Dados extraídos da plataforma LinkedIn indicam que profissionais que dominam o uso da inteligência artificial podem ganhar até 25% a mais que seus pares que não a utilizam. Entretanto, essa vantagem está mais presente em profissionais com maior experiência e em funções estratégicas, enquanto os jovens em início de carreira, com tarefas mais operacionais, percebem a IA como uma ameaça.
O professor David Forle explica que a capacidade humana de interpretar dados e criar estratégias ainda é essencial, mas a automação de tarefas básicas representa um risco para os empregos de nível inicial.
Uso da inteligência artificial no ambiente de trabalho: Uma pesquisa conjunta do LinkedIn e da Microsoft, realizada em 31 países, mostrou que 71% a 75% dos profissionais já utilizam IA no trabalho, sendo que 46% deles fazem isso há pelo menos seis meses. Além disso, 78% dos usuários buscam ferramentas próprias, sem depender das disponibilizadas pelos empregadores.
Entre as ferramentas mais conhecidas estão o ChatGPT, o Gemini, do Google, e o Copilot, da Microsoft. Cada uma apresenta características específicas que podem ser aproveitadas para aumentar a produtividade.
Características das principais ferramentas de IA
ChatGPT: É a ferramenta mais popular e dominante no mercado, capaz de executar códigos em Python para processamento de dados, produzir textos, resumos e interpretações, além de resumir documentos em PDF. O custo médio é de R$ 99,00 por mês.
Gemini (Google): Integrado ao Google Workspace, oferece funcionalidades como criação de imagens para apresentações, resumos automáticos de reuniões realizadas no Google Meet e tradução de diferentes idiomas. Possui preço semelhante ao ChatGPT.
Copilot (Microsoft): Com custo aproximado de R$ 180 por mês, é integrado às ferramentas da Microsoft, como Excel e PowerPoint, e possui recursos avançados, incluindo criação de imagens, vídeos e assistentes virtuais para execução de tarefas.
Dicas para o uso eficaz da inteligência artificial: Especialistas recomendam que o usuário seja específico ao interagir com as ferramentas de IA, fornecendo contexto claro e objetivos definidos. É fundamental revisar cuidadosamente os resultados gerados, pois a IA pode produzir conteúdos inconsistentes ou imprecisos, que não refletem o conhecimento real do usuário.
“Você precisa saber usar a ferramenta para não passar vergonha”, alerta o professor David Forle, destacando que a IA deve ser uma aliada e não um substituto do trabalho humano.
Além disso, é importante que o profissional esteja constantemente atualizado e qualificado para trabalhar em conjunto com a inteligência artificial, garantindo sua relevância no mercado de trabalho.
Informações adicionais
O avanço da inteligência artificial no ambiente profissional exige adaptação e aprendizado contínuo. Profissionais que dominam essas tecnologias tendem a se destacar e a garantir melhores condições salariais, enquanto aqueles que resistem às mudanças podem enfrentar desafios maiores para se manterem empregados.