Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
A adesão ao tratamento, em termos simples, reflete o quanto um paciente segue as orientações e prescrições médicas. Em doenças crônicas, que exigem tratamento contínuo, essa adesão é crucial para o sucesso terapêutico.
O Desafio das Doenças Crônicas Assintomáticas
Doenças como hipertensão e colesterol alto, frequentemente silenciosas, apresentam um desafio particular. A ausência de sintomas imediatos pode levar à negligência no cumprimento das prescrições médicas. As razões para essa falta de adesão são complexas, envolvendo desde o conhecimento sobre a doença até fatores sociais, econômicos e crenças individuais.
Mudanças no Estilo de Vida: Um Obstáculo Adicional
Quando o tratamento envolve mudanças no estilo de vida, como perda de peso, abandono do tabagismo, prática de exercícios físicos e controle do consumo de álcool, a adesão torna-se ainda mais difícil. A não adesão aos tratamentos compromete o prognóstico das doenças, invalidando os esforços terapêuticos.
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A Lei dos Meios e o Impacto na Saúde Pública
Em doenças crônicas como hipertensão, colesterol alto e diabetes, observa-se frequentemente a “Lei dos Meios”: apenas metade dos indivíduos com a doença são diagnosticados, metade destes estão em tratamento, e somente metade dos que estão em tratamento conseguem controlar a doença. Esse cenário alarmante exige atenção redobrada por parte de médicos, autoridades de saúde, sociedades médicas e, principalmente, dos pacientes.
A adesão aos tratamentos propostos é fundamental para a saúde e bem-estar. Seguir as orientações médicas é um ato de cuidado pessoal que pode fazer toda a diferença.


