Daniela Lemos conversa com Malu Vilela, transplantada, sobre as apreensões e desafios de quem precisa passar por um transplante
Enfermeira transplantada encontra na internet apoio e transforma experiência em influência digital
Doença Renal Crônica: Um Diagnóstico Inesperado
Maria Luisa Vilela, enfermeira, descobriu uma doença renal crônica em 2018, durante um exame de rotina. Sem sintomas, a descoberta foi um choque. O diagnóstico a levou a se mudar para ficar perto da família, em São Paulo, iniciando um tratamento de hemodiálise em Ribeirão Preto. A rotina mudou drasticamente, com sessões de quatro horas três vezes por semana, restrições alimentares e hídricas severas (apenas um litro de líquido por dia, incluindo alimentos), e a necessidade de viagens constantes para o tratamento.
Transplante e Recuperação
Após três anos e meio de espera, incluindo um período em que precisou ser retirada da lista de transplante devido a uma suspeita (posteriormente descartada) de câncer renal, Malu recebeu a notícia da disponibilidade de um rim. O processo, que envolveu exames e um tempo de viagem até o hospital, foi repleto de ansiedade e emoções. A recuperação também foi desafiadora, com nove dias até conseguir urinar e a necessidade de biópsias para descartar rejeição. Hoje, dois anos após o transplante, Malu relata uma rotina próxima do normal, com a exceção do uso contínuo de medicamentos e acompanhamento médico. A única restrição alimentar é a carambola.
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Influência Digital: Compartilhando a Jornada
Em 2018, Malu criou o perfil “Diário de Renal”, inicialmente como forma de compartilhar sua experiência e manter amigos e familiares atualizados. O perfil se tornou uma ferramenta terapêutica e evoluiu com o tempo, especialmente durante a pandemia, para incluir diversos tipos de conteúdo. Compartilhando sua jornada, Malu busca conscientizar sobre a importância da doação de órgãos e da prevenção de doenças renais, mostrando a transformação que o transplante trouxe para sua vida e a importância da rede de apoio familiar durante todo o processo.
A história de Malu destaca a importância dos exames de rotina, a resiliência diante de desafios de saúde e o poder transformador da doação de órgãos. Sua jornada inspirou não apenas sua rede de apoio, mas também um público online crescente, demonstrando a força da conexão humana e o impacto positivo que a partilha de experiências pode ter.



