Manter esses pets em ambientes seguros, adestramento adequado… atitudes podem reduzir os riscos; ouça o ‘CBN Pet News’
Dois casos recentes envolvendo ataques de cães de grande porte chamaram a atenção nesta semana. Em um deles, A importância dos cuidados dos tutores, um pitbull escapou e causou pânico entre crianças e adolescentes, que chegaram a subir no teto de um carro para fugir do animal. Algumas crianças foram mordidas, mas os ferimentos não foram graves e todos passam bem.
Em outro incidente, dois cães de grande porte fugiram de uma residência e atacaram uma cachorrinha idosa que estava sendo passeada por suas tutoras. A cachorrinha sofreu ferimentos graves e precisou ser sacrificada.
Comportamento e riscos dos cães de grande porte
O veterinário Jelson Genaro explicou que, apesar de o pitbull parecer querer brincar, trata-se de um animal muito forte e capaz fisicamente, que pode causar danos graves se não estiver sob controle. Ele ressaltou que raças como fila brasileiro, pitbull, dogo argentino e rottweiler possuem força de mordida superior a 100 quilos e foram desenvolvidas para funções que exigem agressividade e resistência.
Leia também
Responsabilidade dos tutores e legislação: Genaro destacou que os cães devem ser mantidos em locais seguros para proteger tanto o animal quanto outras pessoas e animais. Ele lembrou que, em alguns países, determinadas raças são proibidas ou restritas devido ao potencial de risco. No Brasil, tutores podem ser responsabilizados civil e criminalmente por danos causados por seus cães, especialmente se o animal pesar mais de 15 quilos.
Medidas preventivas e comportamento em situações de ataque: Para evitar ataques, o veterinário recomendou que os cães estejam sempre com guia e, se necessário, com focinheira, além de terem treinamento adequado e serem mantidos em locais seguros, como quintais com cercas adequadas. Em caso de ataque, ele orienta não correr, não encarar o animal nos olhos, evitar movimentos bruscos e tentar colocar um objeto entre a pessoa e o cão. Gritar pode estimular o ataque, pois o cão age por instinto predatório.
Vulnerabilidade das crianças e importância da calma
Genaro ressaltou que crianças são mais vulneráveis a ataques por estarem na altura do rosto dos cães, o que pode despertar o instinto predatório do animal. Além disso, o veterinário explicou que o medo humano libera hormônios que o cão percebe pelo olfato, o que pode agravar a situação. Por isso, manter a calma é fundamental, embora reconheça que isso nem sempre seja fácil em situações de perigo.
Informações adicionais
O veterinário reforçou que a prevenção é a melhor estratégia para evitar acidentes envolvendo cães de grande porte. Ele alertou que, mesmo com treinamento, o controle total do animal não é garantido e que tutores devem avaliar se têm condições adequadas para manter cães dessas raças.