A temperatura pode medir se a criança deve ser medicada ou se é necessário levar ao pediatra, por exemplo; ouça o ‘Filhos e Cia’
A febre infantil preocupa muitos pais, mas será que sempre é motivo para ir ao pediatra? Este artigo esclarece quando a febre deve ser motivo de alerta e quando é possível adotar medidas em casa.
O que define febre em crianças?
A definição de febre em crianças não é tão precisa quanto se imagina. A temperatura na qual se considera febre varia de acordo com o local de medição. No Brasil, a medição axilar é a mais comum. A maioria dos livros considera febre acima de 37,2°C a 37,4°C (axilar). Entretanto, para simplificar, temperaturas acima de 37,4°C (axilar) são geralmente consideradas febre, independente do horário. A medicação, no entanto, é geralmente recomendada a partir de 37,8°C a 38°C (axilar).
Quando procurar um pediatra?
Algumas situações exigem consulta médica imediata: febres acima de 38,5°C a 39°C (axilar), principalmente acima de 39°C; febres que, mesmo após o uso de antitérmico, não permitem que a criança volte às atividades normais; crises convulsivas; febre acompanhada de dor (ouvido, barriga, etc.); febres abaixo de 39°C que persistem por mais de dois ou três dias; e em crianças menores de três meses, qualquer febre, independente da intensidade. Embora essas situações exijam avaliação médica, na maioria dos casos, a causa é benigna.
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Tratamento e prevenção
Para febres entre 37,4°C e 37,8°C, recomenda-se oferecer bastante líquido à criança, dar banho morno (nunca frio) e usar roupas leves. Acima de 37,8°C a 38°C, pode-se administrar antitérmicos como paracetamol ou dipirona, sempre seguindo a orientação do pediatra. É crucial evitar o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) em crianças menores de 12 anos. Manter a carteira de vacinação em dia é fundamental para reduzir a probabilidade de febres graves.