Mesmo sendo um distúrbio conhecido, ainda há muitos obstáculos no caminho até a verdadeira inclusão das pessoas com TEA
Descoberta e Diagnóstico Precoce do Autismo
Avanços nas pesquisas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm facilitado o diagnóstico precoce, impactando positivamente o enfrentamento do preconceito e a busca por apoio. O TEA, um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação e interação social, geralmente se manifesta nos primeiros cinco anos de vida. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o acompanhamento e o suporte educacional podem ser oferecidos.
O Desafio do Dia a Dia para as Famílias
Raquel Helena Marcellino da Silva Machado, mãe de quatro filhos, dois deles com TEA, compartilha suas experiências. O diagnóstico de seu filho mais velho, Herbert (13 anos, autismo nível 3), veio através da observação da escola. A percepção de atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, como a dificuldade para andar após os dois anos, e comportamentos como choro excessivo e intestino preso, foram sinais importantes. Sua filha Helena também apresenta sinais de TEA, com dispersão e dificuldade de concentração. Cuidar de Herbert, que necessita de ajuda para praticamente todas as atividades do dia a dia, exige uma rotina extenuante e mobiliza toda a família, que enfrenta desafios financeiros e emocionais. A mãe relata momentos de exaustão e preocupação, mas destaca a importância do amor incondicional como força motriz.
Inclusão e Conscientização: Quebrando Barreiras
Marina Bevilaco Alves de Lima, analista do comportamento aplicado ao TEA, explica que estudos recentes aprimoraram a compreensão do transtorno, permitindo a identificação de prejuízos antes dos três anos de idade, abrangendo comportamentos, comunicação social e processamento sensorial. Milena de Oliveira Rodarte, coordenadora de atenção à saúde da pessoa com deficiência, destaca o avanço na divulgação de informações, quebra de tabus e maior aceitação familiar. Apesar dos progressos na conscientização e inclusão, barreiras ainda persistem, principalmente no acesso a serviços de apoio, uma realidade relatada por muitas famílias.
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A jornada das famílias que convivem com o autismo é repleta de desafios, mas também de amor, resiliência e aprendizado constante. A conscientização e o acesso a recursos adequados são fundamentais para garantir uma melhor qualidade de vida para essas famílias e para a plena inclusão social das pessoas com TEA.



