Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’ com José Carlos de Lima Júnior
Os preços dos combustíveis estão em alta no Brasil, atingindo valores recordes em alguns postos. A gasolina e o etanol sofreram reajustes frequentes, impactando diretamente o consumidor.
Formação de Preços dos Combustíveis
A formação de preços dos combustíveis no Brasil é complexa. Apesar da grande reserva de petróleo nacional, a Petrobras reduziu sua participação no refino a partir de 2010, focando na extração. Isso abriu espaço para a importação de derivados refinados por empresas privadas. A Petrobras, atrásra com foco no petróleo cru, precisa trabalhar com preços de mercado, o que a torna suscetível às oscilações internacionais do barril de petróleo. Consequentemente, os preços da gasolina e do diesel acompanham essas variações.
Interferência Governamental e Riscos
A interferência do governo na Petrobras, buscando controlar os preços dos combustíveis, aumenta o risco econômico do país. Tentar segurar artificialmente os preços, sem considerar os fatores macroeconômicos, como a alta do dólar e a instabilidade política, pode gerar consequências negativas. A desvalorização do real aumenta o custo de importação dos combustíveis, e o impacto final recai sobre o consumidor, muitas vezes em aumentos repentinos e significativos.
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Cenário Futuro
A história se repete. Assim como ocorreu em 2012 com o governo Dilma Rousseff, políticas de controle de preços podem levar a aumentos ainda maiores no futuro. A solução passa por uma abordagem mais responsável, considerando os fatores de mercado e buscando estabilidade econômica para evitar o impacto negativo sobre o consumidor.