No ‘Nossa Gente’ deste sábado, Daniela Lemos conversa com Elaine Almeida, coordenadora geral o Projeto Efêmera sobre o tema!
Apresentação do programa Nossa Gente, na CBN, com Daniela Lemos e Elânia Almeida, coordenadora do projeto Efêmero de Ribeirão Preto, que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica.
O início do Efêmero: da arte ao acolhimento
Elânia Almeida, motivada por experiências pessoais de violência na infância e adolescência, iniciou o projeto Efêmero utilizando a arte como ferramenta de empoderamento para mulheres vítimas de violência doméstica. O projeto, inicialmente focado em oficinas de arte, evoluiu para um grupo de acolhimento que oferece suporte psicológico, jurídico e profissional, além de promover o empreendedorismo através da venda de camisetas pintadas pelas participantes.
Os desafios da pandemia e a expansão do projeto
A pandemia intensificou a violência doméstica, levando o Efêmero a migrar para o atendimento online. Apesar das dificuldades de acesso à internet e a necessidade de discrição por parte das mulheres, o projeto cresceu e expandiu seu alcance. Atualmente, o Efêmero também realiza atendimentos presenciais em comunidades carentes, utilizando a arte como forma de aproximação e identificação de mulheres em situação de vulnerabilidade.
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A importância da conscientização e ação coletiva
A violência contra a mulher é um problema complexo e multifacetado, com a violência psicológica sendo a forma mais frequente relatada ao Efêmero. A dificuldade em registrar casos de violência sexual, aliada ao descrédito que muitas mulheres enfrentam ao denunciar, contribui para a impunidade. Para Elânia, a mudança requer uma ação coletiva, que vai além de políticas públicas, e inclui a responsabilidade individual de cada cidadão em denunciar e combater a violência de gênero. O projeto Efêmero demonstra que a arte, o acolhimento e o empoderamento são ferramentas eficazes para auxiliar mulheres em situação de violência a reconstruírem suas vidas.



