Nas bombas, o terceiro número decimal deve ser zero e ficar travado durante o abastecimento; ouça mais sobre a decisão
A partir de hoje, os postos de combustíveis estão obrigados a exibir os preços com apenas duas casas decimais, conforme determinação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A terceira casa decimal continuará aparecendo, mas deverá ser zero e permanecer fixa durante o abastecimento.
Arredondamento para baixo: orientação aos postos
O diretor do núcleo de postos de Ribeirão Preto, Fernando Roca, recomenda o arredondamento para baixo. Segundo ele, a diferença é insignificante para o posto revendedor e demonstra transparência para o consumidor. Um motorista relatou ter aprovado a mudança, afirmando que a visualização dos preços ficou mais fácil com a redução de números.
Impacto da mudança nos preços: simulação
Uma simulação realizada mostra que um motorista que abastece 50 litros de etanol por semana (considerando o preço de R$ 4,899 por litro) terá uma redução de R$ 0,45 por semana e R$ 21,60 por ano caso o posto arredonde para baixo. Por outro lado, arredondando para cima (R$ 4,90), o aumento seria de R$ 0,05 por semana e R$ 2,60 por ano. O consultor em agronegócio José Carlos de Lima Jr. destaca que a economia da terceira casa decimal é irrelevante para o cidadão comum, demandando um consumo massivo para gerar um impacto significativo.
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Análise econômica e transparência
A exibição de três casas decimais era obrigatória há nove anos. A ANP justifica a mudança buscando maior clareza nos preços. Entretanto, o economista Edgar Montfort Merlo aponta que a nova regra pode gerar falta de transparência, principalmente em um cenário de inflação em torno de 10%. É importante que os motoristas fiquem atentos para verificar se os postos estão cumprindo a nova regra. Vale lembrar que o preço do etanol reduziu esta semana, variando entre R$ 4,73 e R$ 4,89, enquanto a gasolina oscila entre R$ 6,59 e R$ 6,89.



