Quem explica essas etapas é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
O falecimento do ator Paulo Gustavo comoveu o país e trouxe à tona a importância de se discutir o luto, especialmente para mães que perderam seus filhos. A psicóloga Dani Elyseotti, em entrevista à CBN, explicou o processo psicológico do luto e como lidar com ele em diferentes fases da vida.
As Fases do Luto
Segundo a psicóloga, o luto se inicia com um choque e passa por diversas fases, que podem se intercalar e durar tempos distintos para cada pessoa. A negação é a primeira reação, seguida por raiva e indignação. Em seguida, vem um período de depressão, onde a pessoa precisa se recolher e processar a perda. Por fim, o luto culmina no enfrentamento, onde a pessoa escolhe seguir em frente e busca apoio em grupos ou terapia.
Lidando com o Luto em Diferentes Idades
Dani Elyseotti destaca a importância de falar sobre a pessoa que faleceu, validando a sua existência e importância na vida do enlutado. Para crianças, a abordagem varia com a idade. Até os dois anos, a criança não compreende a irreversibilidade da morte. A partir dos cinco anos, a compreensão aumenta, mas ainda pode haver confusão com a ideia de morte como algo temporário. A partir dos sete ou oito anos, as crianças começam a entender a finitude da morte. A psicóloga enfatiza a necessidade de acolhimento e conversa aberta em todas as idades.
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O Tempo do Luto e a Busca por Ajuda
Não existe um prazo definido para o luto. O importante é observar o prejuízo que a dor causa na vida da pessoa em suas atividades diárias, relacionamentos e qualidade de vida. Se a dor impede o funcionamento social e a busca por prazer, é fundamental buscar ajuda profissional, seja através de psicoterapia ou medicação. O apoio de grupos de apoio também é essencial, pois compartilhar a experiência ajuda no processo de elaboração da perda.
A entrevista com a psicóloga Dani Elyseotti reforça a necessidade de acolhimento e compreensão em relação ao luto. Cada pessoa vivencia o processo de forma única, e o importante é permitir-se sentir a dor, buscar apoio e, com o tempo, reconstruir a vida.