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A queda nas redes sociais trouce à tona uma questionamento: estamos viciados nessas plataformas?

Quem analisa o tema é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'
vício em redes sociais
Quem analisa o tema é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'

Quem analisa o tema é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’

Na última segunda-feira, uma pane generalizada afetou aplicativos como WhatsApp, Facebook e Instagram, causando um caos digital e expondo a dependência de muitas pessoas às redes sociais. A psicóloga Dani Lizete analisou o impacto desse evento na saúde mental, destacando a ansiedade e o sentimento de desamparo relatados por seus pacientes, mesmo entre aqueles que não dependiam profissionalmente das plataformas.

Dependência Tecnológica e a Percepção de Urgência

A interrupção dos serviços mostrou a dependência tecnológica de muitos indivíduos. A psicóloga observou que muitas pessoas perderam a noção do que é urgente e do que não é, respondendo a mensagens de trabalho a qualquer hora do dia ou da noite. A ausência da confirmação de leitura gerou ansiedade e desconforto em alguns, enquanto outros não conseguiram se concentrar em atividades fora das redes sociais durante as cinco horas de interrupção. Dani destaca que a tecnologia e as redes sociais são ferramentas importantes, mas o uso excessivo e a falta de limites são preocupantes.

A Busca por um Ideal Falso e as Comparações nas Redes

Outro ponto abordado foi a busca por um sucesso a qualquer custo nas redes sociais, com jovens comprando seguidores e postando conteúdo inadequado para ganhar popularidade. A psicóloga alerta para o perigo da comparação constante com os outros, impulsionada pelas imagens idealizadas e editadas que circulam online. Essa busca por um ideal falso de felicidade e sucesso pode levar a transtornos de ansiedade e depressão, além de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. Dani enfatiza que a felicidade é efêmera e que a comparação constante leva à infelicidade.

Orientações para Pais e Educadores

Para os pais, Dani recomenda que sejam exemplos no uso das redes sociais e estabeleçam limites claros e combinados com seus filhos sobre o tempo de uso de celulares e outros dispositivos. A retirada abrupta do acesso à tecnologia pode gerar frustração e, em casos de dependência, até mesmo sintomas de abstinência, como irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração. A especialista destaca a importância de estabelecer regras e consequências previamente combinadas, evitando a retirada repentina do acesso como forma de punição.

O episódio do apagão nas redes sociais serviu como um alerta sobre a importância do equilíbrio no uso da tecnologia e a necessidade de conscientização sobre os impactos na saúde mental. A busca por um ideal irreal e a comparação constante nas redes sociais são fatores que contribuem para o mal-estar e a infelicidade. É crucial que pais, educadores e a sociedade como um todo promovam o uso consciente e responsável da tecnologia, priorizando o bem-estar emocional.

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