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A queda no preço da gasolina tem influência política?

Representante do Núcleo Postos, Fernando Roca, analisa a queda de 7% no litro do combustível
Preço da gasolina
Representante do Núcleo Postos, Fernando Roca, analisa a queda de 7% no litro do combustível

Representante do Núcleo Postos, Fernando Roca, analisa a queda de 7% no litro do combustível

A Petrobras anunciou uma redução de 7,08% no preço da gasolina nas refinarias, a partir desta sexta-feira. O novo valor será de R$ 3,28, representando uma queda de R$ 0,25. Essa é a maior redução desde o início de 2022 e a quarta desde julho, contribuindo para a deflação observada naquele mês.

Fatores que influenciaram a redução

A estabilidade do dólar e a queda no preço do barril de petróleo são os principais fatores apontados para justificar a redução. O barril de petróleo está sendo negociado a US$ 87, um valor que contribui para a diminuição dos custos de produção da gasolina.

Visões divergentes sobre as motivações da Petrobras

Enquanto alguns especialistas, como o economista José Rita Moreira, atribuem a redução exclusivamente a fatores econômicos, outros, como o representante dos postos de combustíveis Fernando Roca, veem a possibilidade de motivações políticas, considerando o atual cenário eleitoral. Moreira acredita na isonomia da diretoria da Petrobras e descarta a influência de fatores políticos na decisão. Já Roca pondera sobre o impacto do preço dos combustíveis na opinião pública e a possibilidade de reduções adicionais até o fim do ano.

Perspectivas futuras e impactos no consumidor

Há previsões de novas reduções no preço da gasolina, podendo chegar a 10%, dependendo da cotação do dólar e do preço do barril de petróleo. A desaceleração econômica da China, que reduz a demanda global por petróleo, contribui para a queda dos preços internacionais. A expectativa é que, com a estabilidade cambial e a contínua queda do preço do petróleo, haja mais reduções até o final do ano, impactando positivamente o consumidor final. A redução nos preços dos combustíveis deve gerar um efeito cascata, influenciando os preços de alimentos e outros insumos, desde que haja fiscalização para evitar que apenas um segmento se beneficie.

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